Rio de Janeiro, 29 de Março de 2026

Obras no metrô até Ipanema podem começar nesse mês

O governo do Estado, que conseguiu na Justiça a liberação do financiamento das obras de expansão do metrô até Ipanema, está preparado para dar início à construção do novo trecho tão logo o contrato com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) seja assinado, o que poderá ocorrer na semana que vem. (Leia Mais)

Sábado, 16 de Setembro de 2006 às 07:54, por: CdB

O governo do Estado, que conseguiu na Justiça a liberação do financiamento das obras de expansão do metrô até Ipanema, está preparado para dar início à construção do novo trecho tão logo o contrato com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) seja assinado, o que poderá ocorrer na semana que vem. A garantia foi dada nesta sexta-feira pelo presidente da RioTrilhos, Alexandre Farah.

No início desta semana, o juiz da 8ª Vara Federal, André Lenart, deu ganho de causa à ação da Procuradoria Geral do Estado contra o BNDES determinando que fosse assinado, no prazo de cinco dias, o contrato de financiamento das obras.

Como o presidente do banco pagaria multa diária de R$ 50 mil se a ordem não fosse cumprida, o banco anunciou ontem a liberação do financiamento de R$ 305,7 milhões. O custo total do trecho será de R$ 478,2 milhões (valores de março de 2006), cabendo ao governo do estado R$ 172,5 milhões, como contrapartida.

A Procuradoria Geral do Estado entrou com a ação no dia 31 de agosto, para que o BNDES desse continuidade ao processo de financiamento das obras do metrô. Apesar de a operação ter sido autorizada pelo Tesouro Nacional, que enviou à governadora Rosinha Garotinho o ofício 4.662/Copem/STN, de 13 de julho de 2006, comunicando a permissão do financiamento, o BNDES usou como argumento a lei eleitoral, que proíbe convênio ou transferência de recursos no prazo de três meses antes da eleição.

Porém, segundo Conte, a interpretação é errônea, já que não se trata de convênio, mas de uma operação de crédito financeiro que podia ser contratado até 120 dias anteriores ao fim do mandato de Rosinha.

O projeto, já enquadrado pelo BNDES, corresponde ao trecho entre a zona de manobras de trens após a estação Cantagalo, em Copacabana, e a estação General Osório, atravessando os morros do Cantagalo e do Pavão. Serão escavados 673 metros de túnel em rocha.

A empreiteira do trecho será a mesma que faz a expansão até Cantagalo, um das empresas do Grupo CNO (Construtora Norberto Odebrecht). A futura estação General Osório terá capacidade para atender 50 mil passageiros diariamente. A exemplo do túnel, a estação será construída em rocha. Ela terá profundidade de 26 metros, com acessos pelas ruas Sá Ferreira, em Copacabana, e Jangadeiros, este próximo à Praça General Osório, já em Ipanema, e 13 escadas rolantes, dois elevadores e duas plataformas verticais para portadores de necessidades especiais. As obras ficarão prontas em dois anos e meio.

A construção da área de manobra permitirá que o usuário ganhe em tempo de espera. Hoje, os trens que chegam à Siqueira Campos só têm uma via para manobrar. Com a construção da estação General Osório, haverá duas, o que diminuirá o intervalo entre as composições da Linha 1 de quatro minutos e 20 segundos para três minutos, oferecendo, dessa forma, um serviço ainda melhor para o usuário.

Enquanto isso, prosseguem em ritmo acelerado as obras da expansão metroviária até Cantagalo. Essas obras já podem ser visitadas, sempre no último domingo de cada mês, até a inauguração, marcada para o dia 15 de dezembro, às 11h. A próxima e terceira visita guiada será no dia 24, a partir das 9h.

Para esta visita, a RioTrilhos aumentou para 400 o número de pessoas autorizadas a ver as obras do túnel e da estação - nas duas anteriores, a média foi de 200 visitantes. A procura é muito grande: já passam de mil as inscrições feitas até agora.

No fim da visita, o visitante recebe um boné com a inscrição "Eu visitei a estação Cantagalo". Quem quiser participar das próximas visitas terá de ligar com antecedência para o telefone (21) 2236-0041. A visita faz parte do programa de visitação programada que tem como guias técnicos da RioTrilhos, empresa vinculada à Secretaria de Transportes, e da construtora Norberto Odebrecht, responsáveis pela execução do projeto. O ponto de encontro é sempre na Praça Eugênio Jardim e o passeio começa no ref

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