As intervenções que serão feitas na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul, ajudarão a diminuir a incidência de tuberculose na região, considerada um dos maiores focos da doença no Estado.
A abertura de novas ruas e o alargamento das vias existentes contribuirão para diminuir a insalubridade na favela, causada pela falta de ventilação e incidência de sol. A Rua 4, por exemplo, que hoje tem apenas um metro de diâmetro, será ampliada para quatro metros. Outra via a ser expandida é a Rua do Valão, localizada na área exemplar (região escolhida como prioritária para as obras). Além disso, ela será ligada com a Rua 2.
Segundo o presidente da Emop, Ícaro Moreno Junior, o grande adensamento da área ajuda na proliferação da doença. Para reverter esse quadro, prédios serão construídos para abrigar os moradores das casas que serão retiradas. No lugar, ruas e praças serão abertas para permitir maior ventilação e iluminação.
— A questão da tuberculose foi levada em consideração na época da criação do plano urbanístico e social da Rocinha. Esse foi um dos motivos para a escolha da área exemplar, que possui 56 mil metros quadrados e abriga cerca de 16 mil pessoas. Ou seja, é uma densidade equivalente a 0,28 por metro quadrado. Nossa meta é reduzir esse adensamento populacional e melhorar a qualidade de vida dessas pessoas — afirmou Ícaro.