O governo ainda não tomou qualquer decisão sobre a manutenção das obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a Transnordestina e a Ferronorte, segundo informou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Em entrevista, nesta terça-feira, ele falou sobre o assunto, ao ser questionado se a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, teria vetado a realização dessas obras.
Bernardo argumentou que, particularmente no caso das ferrovias onde foram feitas as concessões, há nos contratos cláusulas de responsabilidade e um calendário para cumprimento das etapas das obras.
- Isso tem que andar e é um direito e um dever do Estado, como poder concedente, exigir que elas andem - disse.
O ministro disse que embora a posição do governo seja de dialogar sempre, ele se julga no direito e no dever de fazer cobranças, até de forma veemente, se precisar.
- O que queremos saber é que tipo de problema existe nesses empreendimentos e se eventualmente algo pode ser feito pelo governo - afirmou.
No caso da Transnordestina informou que "o governo tem toda a equação financeira para que obra seja tocada", por isso não vê razão "para que a obra esteja parada".