Uma discordância quanto à interpretação da metodologia aplicada para definir os preços para a realização de obras de terraplanagem do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) – um dos maiores empreendimento realizado na América latina nos últimos tempos – levou à suspensão dos trabalhos na área, localizada em Iaboraí, no Grande Rio, que estão suspensas desde a última quarta-feira.
Em nota divulgada no final da noite de quinta-feira, a Petrobras comunicou que o Tribunal de Contas da União (TCU), ao fazer uma análise global do preço do contrato, “constatou que o mesmo apresentava vantagens em comparação aos preços de referência do órgão de controle (Sistema de Custos Referenciais de Obras Rodoviárias [Sicro 2] adotado pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes - DNIT)”.
A empresa atribuiu a discrepância entre o preço praticado e o de referência apontado pelo TCU à “discordância quanto a interpretação referente à metodologia aplicada para definição para apuração do ressarcimento dos custos relativos às paralisações devido a ocorrências de descargas atmosféricas (raios), chuvas e suas conseqüências”.
Na nota, a Petrobras admite que, em consequência, o consórcio iniciou “o processo de desmobilização de funcionários a partir de um comunicado oficial ao sindicato da categoria, colocando em aviso prévio sua força de trabalho, assim como a desmobilização de alguns equipamentos”.
Embora a nota não faça referencia à interrupção das obras de terraplanagem, a assessoria de imprensa da Petrobras informou na manhã desta sexta-feira à Agência Brasil que as obras estão suspensas desde a última quarta-feira, mas que “a negociação prossegue, na tentativa de reverter a situação atual, buscando alinhamento dos interesses das partes”.
Na nota divulgada ontem, a estatal brasileira ressalta que, em paralelo, um plano está em elaboração, junto com o consórcio CTC, para “mitigar os impactos de Qualidade, Segurança, Meio-Ambiente e Saúde na área de terraplenagem e para manutenção das licenças específicas”.
Informa que a obra de terraplanagem apresenta um avanço físico de aproximadamente 40%, e que vinha sendo tocada até a última quarta-feira por 3.700 trabalhadores (hoje em estado de aviso prévio por parte da concessionária prestadora dos serviços) e que aproximadamente 800 equipamentos estão mobilizados na região.
Obras de terraplanagem do Comperj estão paradas há dois dias
Sexta, 24 de Julho de 2009 às 08:32, por: CdB