Rio de Janeiro, 15 de Maio de 2026

Obras de saneamento não causam trasntornos à cidade

Quarta, 27 de Julho de 2005 às 08:29, por: CdB

A interligação da rede coletora dos bairros do Santo Cristo e Gamboa, na Zona Portuária, à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Alegria, no Caju, Zona Norte do Rio, tem sido realizado de um modo que causa pouco ou quase nenhum transtorno à população.

O sistema, que utiliza uma broca (tatuzão), que assenta os troncos a 12 metros de profundidade, foi utilizado na Avenida Rodrigues Alves (próximo à Rodoviária Novo Rio). O método permite assentamento de tubulações de grandes diâmetros sem abertura de valas. O trânsito sempre intenso na região não foi prejudicado. A obra, no entanto, proporcionará 100 litros a mais por segundo de esgoto recolhido, significando menos 8.640.000 litros de sujeira lançada na Baía de Guanabara.

- Conseguimos tirar o estigma ruim que havia sobre o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG). As pessoas já começam a perceber que o trabalho está sendo executado e que transformará a realidade de milhares de pessoas - disse Aldoir Melchiades de Souza, chefe de Divisão de Execução do PDBG.

A ETE de Alegria estará totalmente pronta até setembro do próximo ano. Aldoir destacou que esta será uma das mais completas estruturas do PDBG, contando com um sistema primário e secundário de tratamento de esgotos, garantindo a limpeza de 80% dos dejetos da água recolhida.

-  Essa é uma das maiores estações do Brasil. Quando ela tiver com 100% de capacidade de funcionamento, teremos uma situação sensívelmente melhor que a atual. Teremos de combater os efeitos mais aparentes, como sofás e objetos outros que são jogados nos rios, além do lodo, que afeta sobretudo o Canal do Cunha - disse Aldoir.

A ETE de Alegria, atualmente, opera com uma vazão máxima de 1.600 litros por segundo, mas tem capacidade para tratar cinco mil litros por segundo. Cerca de 1,5 milhão de pessoas são beneficiadas. A obra está orçada em US$ 140 milhões.

- Conseguimos criar um cinturão no entorno de toda a Baía de Guanabara. Um dos desafios maiores sempre foi criar uma estrutura sanitária na Baixada Fluminense. Temos reservatórios em Belford Roxo, Duque de Caxias e São João de Meriti. Além disso, estamos duplicando a Adutora da Baixada, beneficiando 2,5 milhões de pessoas de seis municípios (Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Queimados, Belford Roxo, Mesquita e São João de Meriti) - disse Aldoir, acrescentando que a obra, que será entregue ainda este ano, custará US$ 15,9 milhões.

Segundo Aldoir, o programa, com os recursos disponíveis, tem conseguido realizar ações que não estavam inicialmente previstas.

- Uma obra como esta é complexa. Existe um planejamento sendo executado com rigor, mas, no andamento, vamos descobrindo questões que precisam ser resolvidas para que possamos dar continuidade ao todo. O programa será ainda mais completo que o inicialmente acertado - comemorou Aldoir.

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