As obras de saneamento prometidas pelo estado do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos e as Paraolímpicos de 2016 devem ser concluídas dois anos antes do evento. A previsão é do presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgoto do Rio (Cedae), Wagner Victer.
A parte de saneamento do projeto olímpico prevê intervenções em estações de tratamento e redes coletoras, principalmente em quatro áreas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro: a Bacia de Jacarepaguá e Barra da Tijuca e os sistemas de esgoto de Alegria (Caju), de Pavuna/Sarapuí e de São Gonçalo/Paquetá - esses três no entorno da Baía de Guanabara.
No total, deverão ser investidos R$ 1,7 bilhão para ampliar em mais de 9 mil litros por segundo a capacidade de tratamento de esgoto nessas áreas. A Cedae espera que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) financie até 70% do investimento.
– Parte desse financiamento virá com recursos do estado e parte poderá ser negociada com o BID. Parte desses serviços já estão sendo executados, com obras em andamento, como a Estação de São Gonçalo e os sistemas de Sarapuí e Barra da Tijuca. Nenhum deles é projeto virtual, todos são projetos prontos, orçados e factíveis de executar. Todas as obras são factíveis para terminar em 36 meses. Portanto, muito tempo antes da realização dos Jogos Olímpicos –, disse Victer.
O objetivo desses projetos é acabar com o lançamento de esgoto diretamente nas águas da Baía de Guanabara e do complexo lagunar da Barra e Jacarepaguá. Segundo Victer, a Lagoa Rodrigo de Freitas também deverá receber um investimento de R$ 20 milhões até as Olimpíadas.