Obras da Linha 4 do Metrô adotam ações de sustentabilidade
O Consórcio Linha 4 Sul e o Consórcio Construtor Rio Barra, responsáveis pelas obras da Linha 4 do Metrô (que ligará Barra da Tijuca a Ipanema), do Governo do Estado, têm desenvolvido ações de sustentabilidade para minimizar o impacto causado pelas intervenções e preservar a natureza.
Ideia é reaproveitar o material dos canteiros e ajudar na preservação da natureza
O Consórcio Linha 4 Sul e o Consórcio Construtor Rio Barra, responsáveis pelas obras da Linha 4 do Metrô (que ligará Barra da Tijuca a Ipanema), do Governo do Estado, têm desenvolvido ações de sustentabilidade para minimizar o impacto causado pelas intervenções e preservar a natureza. Reutilização da água e de materiais, estação de monitoramento da qualidade do ar, de ruídos e vibrações, além de mais áreas com iluminação natural nas futuras estações, são medidas adotadas pelos consórcios.
O Construtor Rio Barra, responsável pela implantação da Linha 4 entre a Barra e a Gávea, contabiliza que cerca de 196 milhões de litros de água passaram pelas estações de tratamento, o que daria para abastecer quase 18 mil casas por um mês. Também foi construída uma central de reciclagem, onde todo o resíduo gerado nas obras é tratado e vendido para empresas licenciadas. Já foram reaproveitadas 55 toneladas de papel/papelão, 5,5 toneladas de plástico, 466 de metal e 3,7 de sucata de cobre.
Na Zona Sul, no canteiro do Poço Igarapava, no Leblon, os gotejos dos aparelhos de ar condicionado, cerca de 150 litros por semana, servem para a limpeza das salas, pisos e banheiros, junto com a água captada da chuva.
Ainda neste canteiro, a Biblioteca Rubem Fonseca foi construída com materiais reciclados pelos operários do Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas intervenções entre Ipanema e Gávea. Os tijolos foram feitos a partir de refluxo de Jet Grouting, uma técnica de impermeabilização do solo.
- A água que sobra do serviço tem restos de cimento e areia. Ao invés de descartar o material, a equipe coloca esta massa em fôrmas. Após 24 horas, ela endurece e pode, então, ser usada como tijolo - explicou Manoel Casadó, engenheiro responsável pelo canteiro de obras da Estação Antero de Quental.
Iluminação natural
Os acessos dos passageiros à Estação São Conrado ganharão claraboias de 16 metros de diâmetro cada, que vão iluminar as bilheterias e as catracas, economizando energia elétrica.
A Linha 4 irá transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia e retirar das ruas cerca de 2 mil veículos por hora/pico. Serão seis estações: Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz.
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