São Paulo - a Capital e o Estado - padece há semanas com as chuvas de verão e as enchentes que, esta semana, o atormentam praticamente todos os dias. Desde a última 3ª feira convive, também, com a situação incômoda de ver o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (ainda DEM-PSDB) anunciarem medidas e obras paliativas de contenção das inundações.
Os dois anunciaram indenização de R$ 1 mil para famílias que perderam suas casas e um plano que prevê a aplicação de R$ 800 milhões ao longo dos próximos quatro anos (vejam, também, o posto abaixo).
São obras de macrodrenagem das calhas do Tietê e do Pinheiros; instalação de três novas bombas para reversão de águas neste último; remoção de 5 mil famílias das várzeas dos rios; a construção de mais quatro piscinões há anos no papel; e a cessão de 50 caminhões e de 10 carros-pipa do Estado à Prefeitura para desobstrução de bueiros e limpeza das ruas.
Claro que, até dado o tamanho da catástrofe e suas graves conseqüências, todas as medidas anunciadas são bem vindas. Dose mesmo é ter que ouvir o prefeito Kassab dizer que o drama ocorreu porque choveu demais - é a enésima vez que ele diz isso - e o governador Alckmin tentar justificar a situação com o argumento de que "não se faz obra em 24 horas".
Como bem destaca apropriadamente o jornalista Clóvis Rossi em seu artigo na pg 2 do Folhão hoje, Alckmin teria toda "razão se não tivesse se esquecido de que ele está no governo há 16 anos, como vice-governador, governador e secretário de Estado (gestão de José Serra, aliás, também do PSDB).
Obras contra enchentes não sem do papel
Quinta, 13 de Janeiro de 2011 às 10:06, por: CdB