O excesso de peso ou a magreza exagerada podem comprometer a fertilidade. O mesmo risco pode afetar também aqueles que exageram nos exercícios físicos.
De acordo com especialistas, os quilinhos extras ou a falta deles normalmente abalam a saúde cardiovascular, o equilíbrio hormonal e a estrutura anatômica e podem causar também um distúrbio de transmissão de sinais hormonais, afetando seriamente a fertilidade.
A obesidade altera os níveis de insulina liberados pelo pâncreas na mulher, o que desencadeia uma superprodução de hormônios masculinos pelos ovários e, por sua vez, a interrupção da liberação de óvulos.
Já nos muito magros, a transmissão de mensagens hormonais que o cérebro envia aos ovários e aos testículos também está muito reduzida. O grau com que a perda de peso afeta a fertilidade pode variar.
Os ovários podem produzir óvulos saudáveis, mas as paredes do útero podem não estar aptas a receber um embrião. Em outros casos, a ovulação simplesmente pode não ocorrer, desestabilizando o ciclo menstrual. Nos homens, esta situação já foi associada à queda na produção de espermatozóides.
Para os compulsivos em exercícios físicos, a prática muito intensa pode causar problemas relacionados à diminuição da produção de espermatozóides e à ovulação. A endorfina liberada nesses casos inibe a hipófise, que controla as glândulas de secreção endócrina do organismo, comprometendo a ovulação e a espermatogênese.
Por isso, uma dieta balanceada é importante. Para as mulheres o indicado é a maior ingestão de trigo, soja e verduras de cor verde escuro, que possuem muito ácido fólico e evita má formações. Para os homens, os frutos do mar ajudam muito a criar um ambiente adequado para a fertilização no organismo. Eles possuem zinco que é muito bom para a espermatogênese.