A obesidade e a artrite com raízes no princípio da idade adulta e na meia-idade contribuem significativamente para uma pior qualidade de vida das mulheres durante a velhice.
Uma pesquisa da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, mostra que, apesar de a mulher viver mais do que o homem, ela enfrenta maior risco de incapacidade, e muito do excesso de debilidade é atribuída às altas taxas de obesidade e artrite.
A pesquisa realizada com seis mil pessoas com mais de 65 anos, constatou que as mulheres sofriam mais de 2,5 vezes mais incapacidade do que os homens da mesma idade.
As maiores taxas de obesidade e artrite entre elas explicariam 48% da diferença de sexo na ocorrência de incapacidade.
Segundo os pesquisadores, a tendência da mulher de carregar peso extra em idade reprodutiva e nos anos de perimenopausa se traduz em perda de independência na velhice.
As mulheres têm uma tendência natural a ganhar mais peso do que o homem, mas pode ser mais motivada a manter um peso saudável se souber que os quilinhos a mais podem significar incapacidade na velhice, incluindo uma maior necessidade de ser cuidada por um enfermeiro.
De acordo com a pesquisa, além da obesidade e da artrite, que são mais comuns entre as mulheres, doença cardiovascular, derrame e enfisema estão ficando cada vez mais comuns entre as mulheres.