Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Obama viaja a Copenhague sem perspectiva de acordo para o clima

Quinta, 17 de Dezembro de 2009 às 09:36, por: CdB

O presidente dos EUA, Barack Obama, embarca na quinta-feira para Copenhague, onde tentará usar sua credibilidade para forjar um acordo climático ainda improvável, com ramificações para ele dentro do seu país e no cenário mundial.

Obama deve chegar a Copenhague na manhã de sexta-feira, juntando-se a cerca de 120 chefes de Estado e governo que tentam concluir a complicada negociação de um acordo global sobre o combate ao aquecimento global.

Como a maior prioridade da política interna de Obama é a reforma da saúde, que continua sendo debatida em Washington, o presidente deve passar menos de um dia na Dinamarca. Isso pode ou não ser tempo suficiente para superar as persistentes discordâncias entre países ricos e pobres, e a presença do líder norte-americano talvez seja decisiva.

Os Estados Unidos propõem uma redução de 17% nas suas emissões de gases do efeito estufa até 2020, em comparação aos níveis de 2005. Isso representa uma redução de apenas 3% em relação aos níveis de 1990, que é o ano-base usado nas negociações.

Dificilmente Obama proporá uma meta mais ambiciosa, como querem muitos países. A atual cifra se baseia em um projeto aprovado na Câmara, mas que ainda não passou no Senado.
Mesmo assim, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que Obama pretende ajudar a superar o impasse em torno de questões relativas à desaceleração das emissões nos países em desenvolvimento e ao financiamento para que os países mais pobres enfrentem a mudança climática.

– Acho que a ida a Copenhague de líderes representando os países em desenvolvimento e desenvolvidos de todo o mundo cria... uma oportunidade para que algumas dessas questões sejam resolvidas e que um progresso aconteça – disse Gibbs na quarta-feira.

De acordo com ele, Obama "está esperançoso de que sua presença possa contribuir com isso, e esperançoso de que, novamente, deixemos Copenhague com um forte acordo operacional, enquanto trabalhamos por algo ainda mais forte no futuro."

Por causa do impasse, a expectativa na conferência de Copenhague é por um acordo político, deixando para 2010 um tratado juridicamente vinculante.

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