Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Obama usa termo populista para pressionar reforma em Wall Street

O presidente Barack Obama pediu neste sábado uma rápida ação do Senado para reformar o sistema financeiro e "assegurar o futuro econômico dos Estados Unidos". O projeto avança para um estágio decisivo na próxima semana e pode ser aprovado até com votos de senadores republicanos, da oposição.(Leia Mais)

Sábado, 15 de Maio de 2010 às 13:25, por: CdB

O presidente Barack Obama pediu neste sábado uma rápida ação do Senado para reformar o sistema financeiro e "assegurar o futuro econômico dos Estados Unidos". O projeto avança para um estágio decisivo na próxima semana e pode ser aprovado até com votos de senadores republicanos, da oposição.

Faltando alguns meses antes das eleições parlamentares de novembro, Obama recorreu à frase populista de "ajudar as pessoas de Main Street". A expressão refere-se à classe trabalhadora, num claro contraponto à Wall Street.

Democratas e Republicanos continuam a divergir sobre algumas emendas, mas o projeto pode estar pronto para votação até o final da semana que vem e com chances reais de passar.

– A reforma debatida no Senado não irá resolver todos os problemas do nosso sistema financeiro, nenhum projeto poderia – disse o presidente em seu programa semanal de rádio e internet.

O clima político em Washington acabou se tornando favorável à matéria--mais ampla iniciativa de reestruturar o sistema financeiro desde a década de 1930--, mesmo com lobistas da indústria trabalhando contra e tentando estabelecer mudanças no texto.

Apesar das críticas de senadores republicanos a alguns pontos do projeto, eles estão relutantes em se colocar contra a reforma num ano de eleições, pois temem serem acusados de aliança à Wall Street. Para o presidente, a reforma irá "ajudar a acabar com práticas predatórias" no mercado e blindar a economia do país contra a repetição da crise de 2008-2009.

Com a taxa de desemprego nos EUA um pouco abaixo de 10%, a população está ansiosa sobre as finanças do país. Não por acaso, a aprovação de Obama acabou atingindo cerca de 50% e também ameaça o desempenho dos candidatos democratas na disputa pelo Legislativo no final deste ano.

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