Rio de Janeiro, 07 de Outubro de 2026

Obama tenta aproximar partidos depois de Senado rejeitar elevação do teto da dívida aprovada na Câmara

Sábado, 30 de Julho de 2011 às 07:22, por: CdB

Da Agência Lusa

Brasília – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tentou hoje (30) transmitir algum otimismo às negociações entre democratas e republicanos sobre o teto de endividamento do país, afirmando, em mais um pronunciamento, que os dois partidos não estão “tão longe um do outro”.

Ontem, o Senado rejeitou, com 59 votos contra e 41 a favor, a proposta republicana aprovada na Câmara dos Representantes (deputados), a quatro dias da data limite fixada pelo Tesouro norte-americano para o país evitar a falha no pagamento das suas dívidas.

No seu discurso semanal, na rádio e na internet, Barack Obama disse que os dois partidos não estão “longe um do outro” e sublinhou a necessidade de um acordo que tenha “o apoio dos dois partidos que estão [no Congresso] para representar o povo norte-americano e não
apenas uma pequena fração do partido”.

A última proposta dos republicanos para resolver a situação foi entregue à Câmara dos Representantes – controlada pelos conservadores – e aprovada ontem (29), mas o seu destino já estava selado: os democratas já tinham avisado que a rejeitariam e, duas horas depois, foi o que fizeram: rejeitaram a proposta no Senado, controlado pelos democratas.

A proposta que chegou pelas mãos do líder republicano na Câmara dos Representantes, John Boehner, sugeria o aumento do teto de endividamento em dois momentos: no primeiro, em troca de cortes na despesa. E no segundo momento, a sugestão era aumentar novamente o teto da dívida seis meses depois de aprovar uma emenda à Constituição para estipular a obrigatoriedade de um Orçamento equilibrado. Essa proposta provocou a ira dos democratas que anunciaram, desde logo, a rejeição da proposta. “Essa é a sugestão mais vergonhosa que eu já ouvi”, disse o senador democrata Richard Durbin.

De acordo com a agência de notícias BBC Brasil, a elevação proposta por Boeher foi de US$ 900 bilhões, o que permitiria o pagamento da dívida por mais alguns meses, além de cortes orçamentários de US$ 917 bilhões. O Senado e a Casa Branca tentam votar um projeto que aumente ainda mais o teto da dívida, em US$ 2,5 trilhões, e que promova cortes orçamentários de US$ 2,2 trilhões. A dívida americana hoje está em US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 2,2 trilhões).
 

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