Rio de Janeiro, 04 de Outubro de 2026

Obama se reúne com líderes democratas para tentar resolver impasse

Domingo, 24 de Julho de 2011 às 16:06, por: CdB

Obama tenta aprovar medida rechaçada pelos republicanos, que são contra o aumento de impostos

O presidente americano, Barack Obama, se reuniu na noite deste domingo na Casa Branca com líderes de seu partido para tentar superar a crise da dívida americana, que poderia levar o país a interromper o pagamento em 2 de agosto.

Participam do encontro o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, e o líder da minoria do partido na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.

As negociações fracassaram na sexta à noite, quando o líder da Câmara dos Representantes (deputados federais) dos Estados Unidos, o republicano John Boehner, se retirou das negociações com a Casa Branca sobre um acordo.

Segundo o governo americano, caso o Congresso não autorize a elevação do teto da dívida - atualmente em US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões) - até 2 de agosto, os Estados Unidos terão de parar de cumprir seus compromissos financeiros.

Discórdia

Há divergências entre os dois partidos sobre a profundidade dos cortes e que programas devem ser afetados.

Um dos principais pontos de discórdia se refere ao pagamento de impostos. Obama quer que o pacote inclua o fim dos cortes de impostos concedidos à camada mais rica da população ainda durante o governo de seu antecessor, George W. Bush.

Os republicanos se recusam a aprovar qualquer medida que inclua aumento de impostos.

À tarde, um ministro britânico fez duros ataques à direita americana, dizendo que ela está criando um problema para o sistema financeiro mundial

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Calote ‘impensável’

No entanto, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, disse nesse domingo que está confiante em um acordo.

?É impensável a ideia de que esse país não cumprirá com suas obrigações?, disse Geithner em entrevista à rede americana CNN. ?Isso não vai acontecer.?

Ele afirmou ainda que a proposta republicana de primeiro elevar o limite da dívida e só então negociar os cortes era ?irresponsável? e não seria aceita pelos democratas.

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