Obama reenvia embaixador dos EUA para LíbiaLegenda:Presidente norte-americano, Barack Obama, fala na segunda-feira sobre o corte do déficit dos EUA por meio do aumento de impostos, na Casa Branca, em Washington. (reuters_tickers)
Por Matt Spetalnick e Laura MacInnis
NOVA YORK (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta terça-feira que as últimas forças leais a Muammar Gaddafi deponham as armas, enquanto anunciava o retorno do embaixador norte-americano a Trípoli e prometia ajuda para reconstruir a Líbia.
"Hoje o povo líbio está escrevendo um novo capítulo na vida de sua nação", disse Obama em declarações preparadas para uma conferência de alto nível da ONU sobre a Líbia. "Nós os apoiaremos na sua luta pela concretização da paz e a prosperidade que a liberdade pode trazer."
Obama fez a declaração num momento em que forças do governo transitório encontram dura resistência nos últimos bastiões de partidários de Gaddafi e a liderança provisória enfrenta questões sobre se pode unificar um país dividido por questões regionais e tribais.
"Os que ainda resistem devem entender que o antigo regime acabou, e que é hora de depor as armas e se juntar à nova Líbia", disse Obama quase um mês depois de Gaddafi ter sido retirado do poder com a ajuda de uma campanha aérea liderada pela Otan.
Buscando reforçar os novos líderes da Líbia, Obama disse que o embaixador norte-americano já estava a caminho de Trípoli e que "nesta semana, a bandeira americana, que foi abaixada quando nossa embaixada foi atacada, será hasteada novamente".
Ele prometeu: "Enquanto o povo líbio estiver ameaçado, a missão liderada pela Otan para protegê-lo continuará."
"O mundo deve apoiar os esforços para garantir a segurança de armas perigosas - convencionais e outras - e para colocar sob o controle civil e central os combatentes", disse Obama.
Obama também fez uma defesa veemente de sua estratégia na Líbia. Ele enfrentou críticas por uma resposta inicialmente lenta ao levante líbio e então estabeleceu limites rígidos sobre o papel dos Estados Unidos no ataque aéreo da Otan, que foi oficialmente justificado como uma medida para parar o massacre de civis.
A Casa Branca sentiu que sua posição foi justificada quando as forças rebeldes tomaram Trípoli. "A Líbia é uma lição sobre o que a comunidade internacional pode alcançar quando está unida", disse Obama. Mas ele insistiu que "não podemos e não devemos intervir toda vez que há injustiça no mundo".
Obama, que se encontrara antes com Mustafa Abdul Jalil, presidente do Conselho Nacional de Transição da Líbia (CNT), prometeu que os Estados Unidos construiriam uma nova parceria com a Líbia, um grande produtor de petróleo, para ajudar a deslanchar o "potencial extraordinário" do país.
Ele pressionou por medidas em direção de uma reforma democrática depois de décadas de governo autoritário sob Gaddafi. "Todos nós sabemos o que é necessário. Uma transição que seja oportuna", disse. "Novas leis e uma constituição que garanta o estado da lei... e, pela primeira vez na história líbia, eleições livres e justas."
Reuters