Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Obama reafirma cooperação em segurança com a Polônia

Sábado, 28 de Maio de 2011 às 12:55, por: CdB

Obama reafirma cooperação em segurança com a Polônia

Por Steve Holland e Gabriela Baczynska

VARSÓVIA (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu neste sábado cooperar de perto com a Polônia na defesa com mísseis, na atualização de suas defesas aéreas e no desenvolvimento de gás de xisto e energia nuclear para reforçar sua segurança energética.

Em sua primeira visita a Varsóvia, Obama também defendeu seu "reinício" das relações com a Rússia, uma política que em certas ocasiões irritou os poloneses, desconfiados do ressurgimento do poder de Moscou e de seus esforços para anular a influência ocidental em ex-repúblicas soviéticas.

"A Polônia é um de nossos aliados mais próximos e mais fortes no mundo, e um líder na Europa", disse Obama em uma coletiva de imprensa com o primeiro-ministro, Donald Tusk.

"O que queremos fazer é criar um ambiente nesta região no qual a paz e a segurança sejam um fato dado. Isso não é bom somente para a região. É bom para os Estados Unidos. E sempre estaremos ao lado da Polônia."



Obama e Tusk finalizaram um acordo para estabelecer um destacamento aéreo norte-americano na Polônia a partir de 2013 que ajudará a treinar pilotos poloneses no uso de caças de guerra F-16 e aviões de transporte C-130.

"O tamanho (do destacamento) não é grande, mas é um gesto muito significativo", disse Tusk, aludindo ao antigo desejo de Varsóvia de "botas norte-americanas no solo".

"O que ouvi hoje me dá a sensação de que estamos trabalhando juntos para aprimorar a segurança da Polônia."



Obama reiterou o papel polonês nos planos de defesa com mísseis para se contrapor à possível ameaça de ataques com mísseis balísticos de curto e médio alcance de países como o Irã. Os planos prevêem a instalação de interceptadores SM-3 na Polônia em 2018.

Obama convidou a Rússia a participar de seus planos de defesa com mísseis para a Europa, mas Moscou quer ter mais voz em seu desenvolvimento, despertando inquietação entre os poloneses e outros.

Reuters

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