Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama prometeu, neste sábado, manter-se firme em relação aos itens que envolvem a maior parte de recursos de sua proposta de Orçamento, mas reconheceu que a quantidade de dinheiro deverá "sem dúvida mudar" à medida que o Congresso se prepara para aprovar o seu plano recorde de gastos públicos. Tentando redirecionar a atenção voltada ao escândalo dos bônus da AIG que despertou indignação pública, Obama saiu em defesa do seu plano orçamentário de US$ 3,55 trilhões para o ano fiscal de 2010, uma peça chave nos seus esforços para tirar a economia do país da pior crise em décadas.
– É um plano de ação para a economia do nosso futuro, uma visão da América onde o crescimento não é baseado em bolhas estatais ou no sobre-endividamento dos bancos, mas numa firme fundação, com investimentos em energia, educação e saúde que irão levar a uma real e duradoura prosperidade – afirmou Obama em pronunciamento de rádio semanal.
A comissão de orçamento do Senado e da Câmara dos Representantes deve começar a decidir sobre a legislação orçamentária na próxima semana. Republicanos e mesmo alguns Democratas reclamaram que seu orçamento, o primeiro da presidência de Obama, é muito custoso. O projeto prevê déficit de US$ 1,75 trilhão para este ano fiscal e US$ 1,17 trilhão para o ano fiscal seguinte.
Especialistas em Orçamento do Congresso divulgaram na sexta-feira uma previsão pessimista da economia, projetando o déficit deste ano em US$ 1,8 trilhão, o que complicaria os esforços de Obama para aprovar o orçamento proposto para 2010. Defendendo-se das críticas, Obama afirmou:
– Estes investimentos não são uma lista de prioridades que tirei do nada. Eles são parte central de uma estratégia para crescimento desta economia ao atacar problemas que a limitaram por tanto tempo: O alto custo da saúde e a nossa dependência de petróleo estrangeiro, nosso déficit na educação e nosso déficit fiscal – concluiu.