Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2026

Obama prioriza imagem dos EUA no mundo e manda fechar Guantánamo

Quinta, 22 de Janeiro de 2009 às 16:48, por: CdB

O presidente Barack Obama ordenou nesta quinta-feira o fechamento da prisão de Guantánamo e deve começar a nomear enviados para pontos críticos do mundo, como Oriente Médio e Irã, na tentativa de recuperar rapidamente a imagem manchada dos Estados Unidos no exterior.

Numa primeira semana cheia de atividades voltadas para reverter algumas políticas do antecessor George W. Bush, Obama estabeleceu o prazo de um ano para a desativação de Guantánamo e ainda proibiu o tratamento violento aos suspeitos de terrorismo detidos lá.

A prisão na Baía de Guantánamo, em Cuba - onde prisioneiros estão detidos há anos sem acusação formal, alguns submetidos a interrogatórios que grupos de defesa dos direitos humanos dizem ser equivalentes a tortura - prejudicou a reputação moral dos Estados Unidos pelo mundo.

- A mensagem que nós estamos enviando para o mundo é a de que os Estados Unidos pretendem prosseguir com a atual luta contra a violência e o terrorismo, e faremos isso de forma cautelosa - disse Obama em uma cerimônia na Casa Branca, depois de assinar os decretos.

- Vamos agir com eficiência e de uma forma que seja compatível com nossos valores e nossos ideais - acrescentou ele.

Concedendo prioridade máxima à política externa, Obama ainda deve fazer uma visita ao Departamento de Estado a fim de saudar a secretária de Estado Hillary Clinton, que foi confirmada no cargo pelo Senado dos EUA na quarta-feira.

A visita acontece enquanto Obama, que assumiu o poder na terça, move-se rapidamente para enfrentar uma série de desafios na política externa transmitidos a ele por Bush.

Entre eles, estão a busca de uma política de engajamento muito mais ampla no exterior que a do governo Bush, criticado pela "diplomacia do cowboy" isolacionista, e a retirada do foco da luta contra o terrorismo da guerra do Iraque para voltar-se ao conflito no Afeganistão.

Obama pode aproveitar a chance, na quinta-feira, para anunciar o ex-senador e experiente diplomata George Mitchell como enviado para reativar os esforços de paz entre israelenses e palestinos. Bush recebeu críticas por não conferir atenção suficiente a essa questão.

Também havia grande especulação de que Obama nomearia Dennis Ross, veterano negociador árabe-israelense, como enviado especial ao Oriente Médio, com o objetivo de lidar com o programa nuclear do Irã. Obama prometeu manter relações com Teerã, em contraste com os esforços de Bush para isolar o país.

O ex-embaixador na ONU Richard Holbrooke era cotado como principal candidato para ser o encarregado de negócios diplomáticos para o Afeganistão e Paquistão.

No front doméstico, com os mercados instáveis e o aumento do desemprego, Obama manteve seu segundo encontro diário com conselheiros econômicos para tentar vislumbrar uma saída para a pior crise financeira em décadas.

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