Rio de Janeiro, 16 de Outubro de 2026

Obama lança plano após plano, sem apoio nem do Banco Central dos EUA

Presidente do Federal Reserve de Filadélfia, Charles Plosser disse nesta quarta-feira que discorda da decisão do Banco Central de prometer taxas de juros baixas por mais dois anos, porque a política monetária deveria ser ditada pela economia e não por um cronograma.

Quarta, 17 de Agosto de 2011 às 09:09, por: CdB
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Presidente do Federal Reserve de Filadélfia, Charles Plosser disse nesta quarta-feira que discorda da decisão do Banco Central de prometer taxas de juros baixas por mais dois anos, porque a política monetária deveria ser ditada pela economia e não por um cronograma. – Foi uma política inapropriada em um momento inapropriado. A política não deveria ser dependente de um calendário, deveria ser dependente da economia – disse Plosser à rádio Bloomberg. Como parte de um novo plano econômico, anunciado na semana passada, o Fed prometeu manter o juro básico por ao menos mais dois anos e disse que consideraria mais medidas para estimular o crescimento econômico. Plosser estava entre os três dissidentes contra a decisão do Fed, querendo evitar qualquer referência temporal específica sobre os juros. Mais um pacote Diante da crise que se agrava nos EUA, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciará um pacote econômico para incentivar a geração de empregos e encontrar cortes no Orçamento que ultrapassem a meta de US$ 1,5 trilhão estabelecida pelo comitê parlamentar de redução de déficit. Suas ideias serão colocadas durante um discurso imediatamente depois do Dia do Trabalho nos EUA, em 5 de setembro, disseram fontes da Casa Branca nesta quarta-feira. Embora nenhuma decisão final tenha sido tomada ainda, é provável que as propostas incluam cortes de impostos para empresas que contratarem novos funcionários, deduções tributárias para a classe média e apoio para setores necessitados da economia, segundo as fontes. As medidas também podem incluir investimentos em infraestrutura além dos projetos de construção que o presidente tem pedido, assim como algum tipo de assistência para os desempregados crônicos. A Casa Branca também sugeriu que Obama pressionará para que o chamado "supercomitê" no Congresso vá além da meta de US$ 1,5 trilhão em economias. O comitê foi criado neste mês, sob o acordo que tratou o teto de dívida norte-americana. Obama planeja pedir novamente uma "abordagem equilibrada" para reduzir o déficit, combinando aumento das receitas com redução de gastos, disseram as fontes, também sugerindo que as medidas de emprego podem ser incluídas para ofuscar o aperto fiscal. O supercomitê deve apresentar um pacote no dia 23 de novembro, que precisa ser aprovado pelo Congresso até 23 de dezembro. Os republicanos no Congresso – e em campanha presidencial – resistem a novos gastos ou medidas de estímulo da Casa Branca. A questão do emprego e da economia será central nas eleições de 2012, quando Obama buscará a reeleição. O presidente disse na segunda-feira que apresentaria um plano de crescimento econômico, para lidar com o desemprego e o déficit, quando o Congresso voltar do recesso. Mas ele não revelou detalhes sobre o conteúdo do pacote.
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