Obama lança plano após plano, sem apoio nem do Banco Central dos EUA
Presidente do Federal Reserve de Filadélfia, Charles Plosser disse nesta quarta-feira que discorda da decisão do Banco Central de prometer taxas de juros baixas por mais dois anos, porque a política monetária deveria ser ditada pela economia e não por um cronograma.
Presidente do Federal Reserve de Filadélfia, Charles Plosser disse nesta quarta-feira que discorda da decisão do Banco Central de prometer taxas de juros baixas por mais dois anos, porque a política monetária deveria ser ditada pela economia e não por um cronograma.
– Foi uma política inapropriada em um momento inapropriado. A política não deveria ser dependente de um calendário, deveria ser dependente da economia – disse Plosser à rádio Bloomberg.
Como parte de um novo plano econômico, anunciado na semana passada, o Fed prometeu manter o juro básico por ao menos mais dois anos e disse que consideraria mais medidas para estimular o crescimento econômico. Plosser estava entre os três dissidentes contra a decisão do Fed, querendo evitar qualquer referência temporal específica sobre os juros.
Mais um pacote
Diante da crise que se agrava nos EUA, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciará um pacote econômico para incentivar a geração de empregos e encontrar cortes no Orçamento que ultrapassem a meta de US$ 1,5 trilhão estabelecida pelo comitê parlamentar de redução de déficit. Suas ideias serão colocadas durante um discurso imediatamente depois do Dia do Trabalho nos EUA, em 5 de setembro, disseram fontes da Casa Branca nesta quarta-feira. Embora nenhuma decisão final tenha sido tomada ainda, é provável que as propostas incluam cortes de impostos para empresas que contratarem novos funcionários, deduções tributárias para a classe média e apoio para setores necessitados da economia, segundo as fontes.
As medidas também podem incluir investimentos em infraestrutura além dos projetos de construção que o presidente tem pedido, assim como algum tipo de assistência para os desempregados crônicos. A Casa Branca também sugeriu que Obama pressionará para que o chamado "supercomitê" no Congresso vá além da meta de US$ 1,5 trilhão em economias. O comitê foi criado neste mês, sob o acordo que tratou o teto de dívida norte-americana.
Obama planeja pedir novamente uma "abordagem equilibrada" para reduzir o déficit, combinando aumento das receitas com redução de gastos, disseram as fontes, também sugerindo que as medidas de emprego podem ser incluídas para ofuscar o aperto fiscal. O supercomitê deve apresentar um pacote no dia 23 de novembro, que precisa ser aprovado pelo Congresso até 23 de dezembro. Os republicanos no Congresso – e em campanha presidencial – resistem a novos gastos ou medidas de estímulo da Casa Branca. A questão do emprego e da economia será central nas eleições de 2012, quando Obama buscará a reeleição.
O presidente disse na segunda-feira que apresentaria um plano de crescimento econômico, para lidar com o desemprego e o déficit, quando o Congresso voltar do recesso. Mas ele não revelou detalhes sobre o conteúdo do pacote.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.