Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Obama elogia Ted Kennedy: 'Leão do Senado norte-americano'

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama exaltou Edward Kennedy como uma voz para os pobres e desfavorecidos numa homenagem neste sábado, recordando as realizações do senador e evitando fazer um discurso político sobre a morte do parlamentar. (Leia Mais)

Sábado, 29 de Agosto de 2009 às 15:44, por: CdB

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama exaltou Edward Kennedy como uma voz para os pobres e desfavorecidos numa homenagem neste sábado, recordando as realizações do senador e evitando fazer um discurso político sobre a morte do parlamentar. Obama saudou o colega democrata como um campeão do marco do Ato de Direitos Civis, da reforma de imigração e dos cuidados de saúde da criança, mas não discorreu sobre o que o senador chamava "a causa da minha vida", uma revisão do sistema de saúde dos Estados Unidos.

A reforma do sistema de saúde é a prioridade doméstica número 1 de Obama. Mas, em meio a esforços para fazer o projeto de reforma ser aprovado pelo Congresso, a Casa Branca teme ser vista como se estivesse politizando a morte de Kennedy. A Casa Branca informou que o presidente não usaria o discurso como oportunidade para conseguir suporte ao projeto.

Em discurso no funeral de Kennedy, numa basílica Católica, em Boston, Obama o chamou Kennedy de "alma do Partido Democrático e leão do Senado norte-americano", tendo sido autor de mais de 300 leis.

– Ele foi o produto de uma época quando a alegria e a nobreza da política impediam que as diferenças de partido e filosofia se tornassem barreiras para cooperação e respeito mútuo, uma época em que os adversários ainda se viam como patriotas. E foi assim que Ted Kennedy se tornou o maior legislador dos nossos tempos – afirmou Obama, que frequentemente lamenta a profunda divisão partidária entre os democratas, que controlam o Congresso, e os republicanos.

Em janeiro de 2008, Kennedy endossou Obama, que realizava seu primeiro mandato como senador, como candidato presidencial dos democratas à presidência dos EUA. Muitos viram o ato como uma passagem da tocha política para uma nova geração.

– Eu, como muitos outros na cidade onde ele trabalhou por quase meio século, o reconhecia como um colega, um mentor e, acima de tudo, um amigo – disse Obama.
A morte de Kennedy deixa uma lacuna, enquanto Obama e seus partidários encaminham um plano avaliado em quase US$ 1 trilhão para cobrir até 46 milhões de norte-americanos que não têm acesso a serviço de saúde, reduzir os custos do serviço e introduzir um esquema de seguro conduzido pelo governo.

Uma das últimas conversas entre Obama e Kennedy era sobre o assunto. O presidente interrompeu suas férias para participar do funeral do senador democrata.

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