Rio de Janeiro, 02 de Setembro de 2026

Obama diz que África precisa construir democracia e gerar empregos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que as nações africanas precisam respeitar as regras democráticas e criar empregos para evitar uma situação de desordem.

Terça, 28 de Julho de 2015 às 08:44, por: CdB
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Presidente dos EUA, Barack Obama
  O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que as nações africanas precisam respeitar as regras democráticas e criar empregos para evitar uma situação de desordem. No primeiro discurso de um presidente norte-americano à União Africana, formada por 54 países, Obama disse que a violência desencadeada no Burundi pela decisão do presidente de disputar um terceiro mandato mostrou os riscos de ignorar as normas constitucionais. - A África está em movimento, e uma nova África está emergindo - disse Obama na sede da UA em Addis Abeba, acrescentando que o rápido crescimento econômico está mudando "velhos estereótipos" de guerra e pobreza no continente. Mas ele afirmou haver uma "tarefa urgente" em um continente cuja população, de 1 bilhão de pessoas, vai duplicar em poucas décadas. - A África terá de criar muitos milhões a mais de empregos do que está fazendo agora,  disse. "Precisamos apenas olhar para o Oriente Médio e Norte da África para ver que um grande número de jovens sem emprego e com suas vozes abafadas pode alimentar a instabilidade e desordem." - O progresso da África também vai depender da democracia - afirmou, acrescentando que prender jornalistas ou restringir a ação de grupos legítimos de oposição resulta em "democracia no nome, mas não na substância". Obama disse que os líderes deveriam cumprir as leis, e a União Africano tem de pressionar os dirigentes para que se atenham aos limites. - Eu não entendo por que as pessoas querem ficar assim por muito tempo, especialmente quando ganharam muito dinheiro - disse Obama, provocando risos de uma plateia em um continente frequentemente conhecido pela política dos chamados “homens fortes”, acusados de desviar dinheiro público. O discurso de Obama encerrou seu giro pelo Quênia, terra natal de seu pai, e Etiópia, uma nação antes assolada pela seca, mas que está prestes a crescer 10 % este ano. Ao longo da viagem ele falou de cooperação no âmbito da segurança com Estados que lutam contra os militantes islâmicos na Somália e de desenvolvimento democrático e comercial, em um continente que desde 2009 fez mais comércio com a China do que os EUA.  
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