Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Obama defende suas ações na crise do vazamento de óleo

Sábado, 05 de Junho de 2010 às 08:34, por: CdB

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu neste sábado a forma como vem lidando com o vazamento de óleo no Golfo do México. Enquanto isso, a BP afirmou que em dias pretende redirecionar a maior parte do óleo que sai da tubulação submarina rompida. Usando robôs submarinos, a empresa petrolífera britânica instalou um dispositivo de contenção na tubulação danificada. Mas estimativas iniciais da quantidade de óleo que estava sendo coletada e redirecionada com um sifão em segurança para a superfície representavam uma fração do material que continuava a vazar da tubulação quebrada.

O desastre econômico e ecológico ao longo da costa norte-americana tem representado um teste difícil para o presidente Obama, que tem sido criticado por não fazer o suficiente para contornar a crise. O vazamento começou no dia 20 de abril.

No seu pronunciamento semanal pelo rádio e pela internet, o presidente afirmou que seu governo tem colocado em prática a maior resposta já dada a um desastre ecológico na história dos Estados Unidos. Segundo ele, o governo está "mobilizado em todas as frentes", com mais de 1.900 embarcações e 20 mil pessoas ajudando na limpeza.

O presidente visitou na sexta-feira a região do golfo pela terceira vez desde o início do vazamento. A BP, enfrentando inquérito criminal, um número crescente de processos e desconfiança de investidores, adiou o anúncio sobre uma possível suspensão do pagamento de dividendos a acionistas.

A empresa anunciou que o executivo norte-americano Robert Dudley vai coordenar a resposta atual e no longo prazo ao desastre. Doug Suttles, chefe de operações da BP, afirmou a TVs norte-americanas que o dispositivo de contenção colocado na tubulação "deve funcionar", capturando 90 por cento do óleo que vem vazando. Segundo ele, vai levar uns dias para o sistema funcionar plenamente.

Tags:
Edições digital e impressa