Rio de Janeiro, 09 de Outubro de 2026

Obama defende pacote e alerta sobre recessão

Quinta, 08 de Janeiro de 2009 às 16:31, por: CdB

O presidente-eleito dos EUA, Barack Obama, alertou na quinta-feira que a economia dos EUA pode passar anos em recessão se não houver uma ação incisiva. Por isso, aconselhou os parlamentares a trabalharem noite e dia para aprovarem um plano de estímulo econômico.

Obama, que assume o cargo em 20 de janeiro, prometeu um novo rumo para a economia, incluindo regras mais rígidas para o sistema financeiro. Mas deu poucos detalhes sobre o pacote de estímulo que certamente terá um enorme custo para o contribuinte.

- Não acredito que seja tarde demais para mudar de rumo, mas será se não tomarmos uma ação dramática assim que possível - disse Obama em discurso na Universidade George Mason, em Fairfax, na Virginia.

- Se nada for feito, esta recessão pode se prolongar durante anos. A taxa de desemprego poderia atingir os dois dígitos - afirmou.

Obama espera aprovar até meados de fevereiro um pacote de obras públicas e reduções fiscais que poderia custar quase 800 bilhões de dólares. O futuro presidente e seus assessores negociam intensamente com o Congresso, mas muitos parlamentares temem o agravamento do déficit público.

No discurso, Obama voltou a citar uma isenção fiscal de 1.000 dólares por ano para famílias de classe média como um dos elementos do pacote.

Déficit recorde

Pouco antes do discurso de Obama, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi (democrata) disse haver forte apoio da opinião pública ao pacote.

Mas as previsões sombrias para o déficit orçamentário geram nervosismo no Capitólio sobre o tamanho do plano.

Um relatório de quarta-feira do Escritório de Orçamento do Congresso estima que o déficit para o atual ano fiscal deve triplicar, atingindo 1,2 trilhão de dólares, mesmo sem levar em conta o custo do futuro pacote de estímulo.

A cifra equivale a 8,3% do PIB norte-americano, superando amplamente o recorde anterior do pós-Guerra, que foi um déficit de 6% do PIB, registrado em 1983.

Além do pacote fiscal, Obama defendeu outras medidas para reforçar a confiança no sistema financeiro e liberar o mercado de crédito.

Ele prometeu reformar rapidamente o marco regulatório de Wall Street e reprimir os "malfeitores" que encontram brechas regulatórias, numa aparente referência ao escândalo de 50 bilhões de dólares envolvendo o financista Bernard Madoff.

Obama disse que seu novo governo usará "todo o arsenal de ferramentas para que o crédito flua novamente" e defendeu mais esforços para evitar despejos de mutuários inadimplentes.

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