Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama defendeu, neste sábado o órgão de defesa do consumidor, que os bancos querem enfraquecer ou tirar da legislação. Para Obama, a agência poderia fortalecer a regulação de Wall Street.
A Câmara dos Deputados do país, controlada pelo Partido Democrata de Obama, aprovou na sexta-feira as maiores mudanças na regulação do sistema financeiro desde a Grande Depressão – uma vitória muito necessária para Obama, cuja aprovação ao governo caiu abaixo de 50%.
Ele e seus colegas democratas querem adotar medidas que ajudem a evitar a repetição da crise que colocou a economia do país perto do colapso no ano passado, e ele usou seu discurso semanal por rádio e Internet para defender "reformas consensuais".
A lei pode criar uma agência de alcance amplo para detectar os efeitos de riscos sistêmicos na economia, policiar os administradores de fundos e as agências de rating, criar uma subsidiária de defesa dos consumidores, além de submeter a política monetária do Federal Reserve a uma fiscalização sem precedentes por parte dos congressistas, entre outras mudanças.
Os republicanos e os lobistas de bancos de Wall Street, que podem ter os lucros prejudicados com essas medidas, têm lutado por meses para enfraquecer e postergar as reformas, criticando o que eles chamam de uma desnecessária e cara intromissão nos negócios. O embate vai continuar por meses no Senado, que deve pressionar por uma legislação mais branda para o setor.
Obama disse que a nova Agência de Proteção ao Consumidor Financeiro que seria criada teria poder para "por um fim às enganadoras e desonestas práticas de bancos e outras instituições" em relação a cartões de débito e de crédito, além de hipotecas e financiamento de veículos.
Obama defende maior presença do Estado na economia norte-americana
Sábado, 12 de Dezembro de 2009 às 11:45, por: CdB