Rio de Janeiro, 14 de Março de 2026

OAB recebe projeto de reforma política do governo

O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, entregou nesta terça-feira ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, o primeiro Relatório sobre Reforma Política, elaborado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). (Leia Mais)

Terça, 19 de Dezembro de 2006 às 10:18, por: CdB

O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, entregou nesta terça-feira ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, o primeiro Relatório sobre Reforma Política, elaborado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Por sua vez, Tarso Genro recebeu do presidente da OAB as sugestões aprovadas pela entidade em sua última sessão plenária. Os conselheiros do CDES consideram que a reforma política deve ser feita em 2007.

A reforma estará entre as prioridades do segundo mandato do governo, segundo avaliam o secretário-geral da Presidência da República, Luiz Dulci, o próprio Tarso Genro e o presidente interino do PT, Marco Aurélio Garcia.

- Acho que a reforma política é uma interpelação da crise democrática vivida no País - disse Tarso. Para ele, o Brasil precisa dar uma resposta à crise de representatividade que se formou com as denúncias de corrupção envolvendo parlamentares e integrantes do Executivo.

Para Garcia,  o país está no rumo do crescimento econômico combinado à redução das desigualdades sociais, mas a demora em promover a reforma política, segundo afirmou a jornalistas, nesta terça-feira, transforma-se na origem das dificuldades enfrentadas pelo governo Lula no primeiro mandato.

- Temos que nos dar conta de que os problemas fundamentais que o País enfrentou nos quatro primeiros anos de governo do presidente refletem o fato de não ter sido assumida a reforma política como prioridade fundamental. Essa é uma autocrítica que o governo deve fazer, pois pagamos um preço muito alto por isso - disse Garcia.

Já o secretário-geral da Presidência vê "um clamor da sociedade brasileira pela reforma política". Dulci lembra, ainda, que o assunto foi discutido em outros momentos da história, mas não se concretizou:

- Estamos diante de uma oportunidade histórica de realizá-la.

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