A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deve requerer nesta segunda-feira ao Ministério Público Federal (MPF) a divulgação das gravações que comprovariam o uso de caixa dois na campanha da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB).
O MPF deve esclarecer a existência e o conteúdo da gravação, divulgada pela revista Veja, que contém uma conversa entre o ex-assessor do governo do Estado Marcelo Cavalcante, morto em fevereiro, e o empresário Lair Ferst.
No áudio, o ex-assessor diz que as empresas fabricantes de cigarro Alliance One e CTA Continental doaram, cada uma, R$ 200 mil em espécie, que foram entregues ao marido de Yeda, Carlos Crusius.
Yeda negou a existência de caixa dois e negou também que Carlos Crusius tenha recebido o dinheiro das empresas.
De acordo com apuração do Ministério Público Federal, pelo menos R$ 40 milhões teriam sido desviados do Detran em um esquema que teria começado em 2003 e se estendido até novembro de 2007.
Em fevereiro deste ano, o Psol levantou uma suspeita de que a governadora teria negociado a repartição do dinheiro oriundo do Detran. Apesar de não apresentar provas, o partido garantiu que o MPF tinha áudios, vídeos e depoimentos que comprovariam a suspeita. Na ocasião, o MPF negou as informações.