Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

O turismo e a tragédia fluminense

Quinta, 20 de Janeiro de 2011 às 11:00, por: CdB

Vi que o Ministério do Turismo ofereceu seus préstimos e ação, ontem, às administrações do Rio de Janeiro e às cidades da região serrana do Estado devastadas pelas enchentes da semana passada, mas a pasta precisa atuar com mais rapidez, recursos e medidas concretas para a superação da tragédia já que esta afetou, também, e muito seriamente a atividade econômica do turismo.

O primeiro levantamento dos prejuízos no segmento, mostra com números impressionantes seu peso nas economias locais. Também por isso, o Ministério e os governos federal e estadual, como um todo, devem atuar com agilidade, e adotar e apoiar medidas para alavancar o setor nos municípios atingidos.

O levantamento mostra, com números, que todas as cidades devastadas da região sofreram o esvaziamento no setor de turismo, uma de suas principais atividades econômicas: 95% das reservas de hotéis e similares foram canceladas até o fim de janeiro e 80% até o final do verão.

O setor contabiliza perdas de R$ 50,4 milhões, só em faturamento dos hotéis, e estima que a região só se recuperará para receber turistas na temporada de inverno, no meio do ano. Pior, os prejuízos não se limitam ao turismo.

A Federação das Indústrias do Rio (FIRJAN) calcula perdas da ordem de R$ 153,4 milhões na produção porque, na esteira da tragédia das enchentes, 62% das indústrias locais sofreram com falta de energia, alagamentos, problemas de acesso, escoamento da produção e falta de funcionários. Com a palavra - e a ação - portanto, todos os órgãos do governo, o SEBRAE e as agências de financiamento. Precisam e devem imediatamente propor medidas para reorganizar o setor (leiam, ainda, o post acima).

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