Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

O supremo defende a liberdade de expressão de quatro nacional socialistas

Sábado, 04 de Junho de 2011 às 13:25, por: CdB

Por Alessandra 04/06/2011 às 19:06

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Barcelona - 04/06/2011

O supremo defende a liberdade de expressão de quatro nacional socialistas.
Os mesmos que escreviam, editavam e vendiam livros que denunciavam as imposturas do sistema.


Adolfo Prego (presidente), Miguel Colmenero (ponente), Alberto Jorge, Diego Ramos e Andrés Martínez Arrieta (que discordou da sentença em um voto particular) absolveram ontem a Juan Antonio Llompart, Ramón Bau, Óscar Panadero e Carlos García, - membros do Círculo de Estudos Indo Europeus ? que se encarregavam de escrever, editar, difundir e vender obras anti- sistema denunciando as arbitrariedades do ?democratismo? cometidas no sentido de impedir a liberdade de expressão. Sob a ótica oftálmica dos ?bonzinhos? pseudo- democratas que se apresentando como paladinos da justiça e defensores da sociedade, os mesmos membros dessa sociedade colonizados e programados poderiam ser ?vítimas? de pessoas tão ?perigosas?, que estaria sujeita a sofrer a influencia dos mesmos.

Os magistrados do supremo espanhol entendem que a constituição não proíbe a defesa ideológica, por mais rechaçada que possa ser considerada. A perspectiva dos valores constitucionais e dos direitos fundamentais e liberdades públicas estão amparadas pela liberdade de expressão. Como também se baseiam em que segundo a difusão dessas ideias, não constituem uma incitação nem direta, nem indireta ao crime, nem supõe a criação de um clima capaz de provocar sentimentos que possam dar lugar a algum risco que poderia insuflar as pessoas a cometerem atos de discriminação, ódio ou violência contra determinado grupo de pessoas.

E esse clima de opinião que pudesse dar lugar a um perigo, não ocorre na sociedade espanhola atual. Essas ideologias continuam a existir, uma vez que elas podem ser refletidas legitimamente pelos historiadores que observaram e estudaram esse período da história.

Em 2003 as quatro pessoas acima mencionadas, que foram absolvidas, venderam livros que tratavam sobre o tema do nacional socialismo e questionavam o holocausto judeu pela forma como o mesmo era promovido e divulgado, além da proibição coercitiva e a intocabilidade em poder realizar qualquer estudo, investigação ou comentários contrários a versão oficial sobre o tema, fazendo do mesmo um verdadeiro tabu.

Ramon Bau, presidente do circulo de estudos Indo Europeus escreveu que ao nacional socialismo eram atribuídos falsos crimes, além de defender a importância da eugenia como ciência capaz de beneficiar biologicamente a humanidade.

Panadero, delegado do grupo em Catalunha e dono da livraria, administrava o local em que se vendiam livros que apresentavam provas da existência de um poder praticamente incontrolável de sionistas nos meios de comunicação, na política, na economia e na sociedade em geral.
Carlos Garcia era autor de reflexões, que defendiam a cultura europeia contra colonização e a programação imposta de forma subliminar, ostensiva, desumana e violenta pelos Estados Unidos da América do Norte.
E a editora de Juan Antonio Llompart, comercializava livros considerados pelo mesmo, educativos e de utilidade pública.

Apesar dos comentários pejorativos e odiosos feitos às pessoas acima mencionadas, acusando-as de divulgarem mensagens ?racistas?, ficou provado que as mesmas careciam do mínimo de condições capazes de amparar as acusações de discriminação.

A bem da verdade justiça foi feita, os acusados injustamente, foram absolvidos, só nos resta comemorar a vitória da liberdade de expressão e da jurisprudência criada capaz de evitar que a manifestação das ideias por palavras escritas, através de livros sejam censuradas, proibidas e queimadas, como aconteceu com Pedro Varela, dono da livraria Europa que, no momento, ainda se encontra preso.

Extraído do GEH
Grupo de Estudos Humanus

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