Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

'O Sombra' é transferido para cela especial

Sexta, 12 de Dezembro de 2003 às 09:37, por: CdB

O empresário Sérgio Gomes da Silva, o "Sombra", foi transferido nesta manhã de sexta-feira para a cadeia pública de Juquitiba, na Grande São Paulo. Ele estava preso desde quinta à noite no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O empresário apresentou uma cópia autenticada de seu diploma de Pedagogia e vai ficar em uma cela especial. Gomes da Silva se apresentou às 21h de ontem à polícia e se negou a prestar depoimento.

O advogado do empresário, Roberto Podval, disse que entrará  com um pedido de habeas-corpus. Ele disse temer pela vida do cliente.

Gomes da Silva estava no carro com Daniel no momento do seqüestro, em 18 de janeiro de 2002. O corpo do prefeito foi encontrado dois dias depois em Juquitiba, a 78 quilômetros de São Paulo.

O caso

Celso Daniel foi seqüestrado dia 18 de janeiro de 2002 quando saia do restaurante "Baby Beef Rubaiyat", na zona sul de São Paulo, em companhia do empresário. Dois dias depois, o prefeito foi encontrado morto em Juquitiba, a 78 quilômetros de São Paulo.

Policiais encontraram o corpo com várias perfurações de balas na Estrada das Cachoeiras, no Bairro do Carmo, altura do quilômetro 328 da rodovia Régis Bittencourt. Na época, o inquérito concluiu que teria sido um seqüestro seguido de morte e seis pessoas foram apontadas como responsáveis pelo crime.

As provas contra Sérgio estão baseadas principalmente no depoimento de Feitosa, que foi resgatado por um helicóptero do presídio de Guarulhos em uma ação espetacular junto com Dionísio Severo em 17 de janeiro de 2001, véspera do seqüestro de Daniel. Por meio de uma anotação de números de telefones, os promotores ligaram Dionísio aos homens da favela Pantanal, que estão presos pela ação que culminou com a morte do prefeito.

Segundo o depoimento de Feitosa, após o resgate Dionísio o teria levado direto para a casa de parentes no município de Taboão da Serra, onde ele teria presenciado duas reuniões que tratavam dos planos de assassinar Celso Daniel. Um dos encontros teria sido confirmado por parentes de Dionísio aos promotores.

Dionísio foi morto no CDP do Belém dois dias depois de ter declarado que falaria sobre o caso em juízo. Os acusados detidos negam o envolvimento de Dionísio.

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