Rio de Janeiro, 15 de Outubro de 2026

O recanto mais carioca do Rio de Janeiro

Sou um apaixonado pelo Centro do Rio de Janeiro. Principalmente a região que vai do Paço Imperial até a Candelária, na Presidente Vargas. Antes de mais nada, sendo ou não apreciador de um charuto, passe na Tabacaria Africana e conheça a casa de tabacos mais antiga do Rio, quiçá, do país. (Leia Mais)

Segunda, 20 de Outubro de 2008 às 16:00, por: CdB

Sou um apaixonado pelo Centro do Rio de Janeiro. Principalmente a região que vai do Paço Imperial até a Candelária, na Presidente Vargas. Antes de mais nada, sendo ou não apreciador de um charuto, passe na Tabacaria Africana e conheça a casa de tabacos mais antiga do Rio, quiçá, do país. Procure o Isaac, ele terá prazer de lhe contar histórias dos quase 100 anos de funcionamento da casa. Aproveite e peça uma sugestão de charuto.

Daí em diante é simplesmente desfrutar das exposições (Centro Cultural Banco do Brasil, Correios, Paço, etc), das galerias de arte, livrarias, sebos, da arquitetura, da proximidade da Baia. Realmente, opções é que não faltam. Essa região sempre foi conhecida pela gastronomia: O saudoso Cabaça Grande, o presente Rio Minho.

E, como não poderia ser diferente, mais um português, o Carlinhos, da cidade de Loulé, no Algarve, brinda-nos com um excelente restaurante, o Antigamente, que está localizado na Rua do Ouvidor, junto à Primeiro de Março.

O Carlinhos, trouxe para a região algo que vem sendo esquecido em todos os cantos desse país. Aquela cozinha de antigamente, diga-se de passagem que não se trata de trocadilho. É aquela cozinha que estava esquecida e é maravilhosa: Porções fartas, com um sabor que o leitor precisa ir até lá para conferir.

Das panelas do chef Marcelo Mello saem raridades como costela de boi com agrião e batata, cabrito com arroz de açafrão, bacalhau ao brás, carne assada, costela de porco, camarão na moranga e muitas outras criações imperdíveis.

No fim de tarde, a casa ferve, não deixe de experimentar a tortilla do seu Antonio, o polvo à provençal, que é salteado no azeite, com champignon, alho e cebolinha e o pastel de costela, cuja massa é fiel àquela servida no tradicional Alvaro´s, no Leblon. Os preços, diga-se para constar, são honestíssimos.

E, como não podia ser de outro modo, tudo regado a chope gelado e bem tirado, o que convenhamos, infelizmente, é uma raridade nos dias atuais.

Antigamente é um restaurante que faz jus ao mais bonito Centro de Cidade do mundo, e sem exageros. É difícil enumerar tantas coisas que podemos encontrar por lá.

Até semana que vem

Flavio Vitari é chef de cozinha e colunista do Correio do Brasil.

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