Rio de Janeiro, 05 de Agosto de 2026

O que resta a Washington

Terça, 15 de Março de 2011 às 06:36, por: CdB

Agora que a China destronou (em 2010) os Estados Unidos de sua condição de líder na produção industrial do mundo, uma única certeza a gente pode e deve ter: Tio Sam está no limiar da perda da hegemonia mundial. O mundo será governado, cada vez mais, de forma multilateral.

Esta é uma constatação que também comprova a correção de nossa política externa, que nos últimos 9 anos (desde o início do governo Lula) abandonou alinhamentos automáticos e atua nesse sentido do reconhecimento da prevalência do multilateralismo.

Diante desta situação, e não podendo exercer sozinho o poder mundial, restará aos Estados Unidos - e antes que seja tarde - contribuir para a reforma das instituições internacionais (ONU, FMI, Banco Mundial, etc) e dotá-las de maior poder.

Caso contrário, esse poder será diluído entre as novas potências econômicas e militares, começando pela China e a Índia (leiam, também, o post acima).

 

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