Rio de Janeiro, 13 de Agosto de 2026

O que há por trás da oposição ao trem-bala?

Segunda, 14 de Fevereiro de 2011 às 10:35, por: CdB

Ando bastante desconfiado dessa fobia de nossos jornais com a implantação do trem de alta velocidade (TAV) no Brasil, inicialmente uma linha ligando Rio-Campinas-São Paulo. Obra, dentre outras razões, vital para a Copa do Mundo de 2014 no país e as Olimpíadas de 2016 no Rio.

A pergunta ingênua é a seguinte: que interesses estão por trás dessa oposição fanática e radical ao TAV, estampada por matérias publicadas ao longo de toda a semana passada, inclusive neste fim de semana?

Seriam idiotas, ou loucos, os governos de todo o mundo desenvolvido que aplicam bilhões e bilhões de dólares, e/ou euros, yenes, yuans, para construir TAVs e TVGs, por exemplo, na Espanha, Portugal, França, Alemanha, Japão, Coréia, China e agora o dos Estados Unidos?  Estão todos errados?

Será que um país continental como o Brasil não deve investir mesmo em trens de alta velocidade? Para que esses países investiram tanto em pesquisa e construíram uma indústria complexa e competitiva nesse área? Para nada? Ou será que devemos continuar a construir, por concessões, apenas estradas?

Será que as concessionárias de rodovias não veem seus negócios ameaçados pela concorrência do TAV, da mesma forma que o transporte aéreo concorre com o rodoviário, para a alegria dos usuários, já que a concorrência  melhora os serviços e os preços cairam? Por que não podemos construir o TAV para que ele, da mesma forma, concorra o transporte aéreo e rodoviário?

Isto é o melhor para todos, não parece a vocês também?

 

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