São Paulo teve três ótimas experiências cinematográficas no último mês. Uma foi a exibição de Corrida em busca do amor. Trata-se do primeiro longa-metragem de Carlos Reichenbach, um filme infantil, dado como perdido (o próprio cineasta não o via há décadas). Uma boa noção de como se deu a descoberta dessa película está no livro sobre Reichenbach escrito por Marcelo Lyra, parte da Coleção aplauso lançada recentemente pela Imprensa Oficial de São Paulo. Um colecionador de filmes em 16 mm descobriu a preciosidade em seu acervo há uns meses (ele mesmo não tinha dado bola antes). Uma boa cobertura de como foi esse encontro está disponível no blog do Reichenbach, à cores, com ótimos comentários do cineasta. O endereço é http://doiscorregos.blog.uol.com.br. Será que o Comodoro vai apresentar seu filme no Rio também?
Outra boa experiência foi a mostra retrospectiva do chanchadeiro Carlos Manga, que assim como Roberto Farias (nomes importantes e sobreviventes da Atlântida) foi parar na TV Globo. Manga dirigiu recentemente a minissérie Um só coração. Assim como Roberto, está sem filmar para cinema há quase vinte anos.
Ainda em SP, a mostra do Galante vai vir para o Rio? Não vimos a de Ozualdo Candeias e sabemos da seriedade da Heco Produções, responsável pela maior mostra de filmes nacionais no Rio dos últimos anos, Cinema Marginal brasileiro e suas fronteiras, em 2002.
Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026
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