A caciquia tucana repete hoje, em Belo Horizonte, num encontro de um de seus presidenciáveis, o senador Aécio Neves (PSDB-MG0 e dos 8 governadores eleitos pelo partido no ano passado, a mesma prática política que segue desde que foi fundado há pouco mais de 20 anos.
Faz reuniões de cúpula e fechadas. A de hoje é para resolver o dilema hamletiano deles se fazem ou não oposição ao governo Dilma Rousseff; como montar o conselho político de caciques aprovado para assessorar o comando do partido; e como debelar à resistência de José Serra e de seu grupo político à continuidade do deputado Ségio Guerra (PSDB-PE) na presidência nacional tucana.
O conselho partidário será encabeçado pelo ex-presidente FHC, com José Serra, Aécio, os senadores derrotados Artur Virgílio (PSDB-AM) e Tasso Jereissati (PSDB-CE)...quer dizer, vão levar as brigas e a disputa para o círculo mais restrito de sempre ao invés de discutir a questão central que o FHC já levantou uma vez: o que o PSDB precisa é de povo, eleitor, voto, que perdeu desde 1998. E/ou de um programa, algum projeto nacional, rumo, proposta...
Mas, o negócio deles é o que repetem hoje em BH: reunião sem militância, debate, disputa, consultas, congressos. Nada disso. Sempre os mesmos caciques buscando caminhos para um partido que, na verdade, precisa é de programa e alternativas para o país e não de saídas burocráticas, de conselhos de assessoria ao comando nacional partidáriao.
Não se terá nada disso no encontro de BH. Coisa nenhuma que lembre um debate público e nacional sobre o partido e seus objetivos. Muito menos sobre o país. O negócio é cargo, quem preside o partido, quem atropela o companheiro e disputa a presidência da República...Vão de mal a pior.
Rio de Janeiro, 12 de Agosto de 2026
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