Na véspera da votação, o candidato a reeleição presidencial Luiz Inácio Lula da Silva (PT/PCdoB/PRB) disse torcer para que o povo brasileiro compreenda o momento histórico, saiba que o país "mudou para melhor" e se manifeste de forma soberana nas urnas.
- O povo excluído desse país já não está tão excluído embora ainda esteja longe de ter uma vida cidadã como todos nós queremos. O povo agora vai poder fazer um julgamento definitivo - disse Lula, em entrevista logo após o último debate com o adversário Geraldo Alckmin (PSDB/PFL), na TV Globo.
- Eu confesso a vocês que eu estou satisfeito com a campanha, acho que o segundo turno foi uma benção de Deus. Foi preciso acontecer para que o povo pudesse ter a definição melhor dos projetos que estavam em disputa no Brasil.
Alckmin diz que suou a camisa em campanha
A um dia da votação, o candidato presidente Geraldo Alckmin (PSDB/PFL) afirmou estar com a consciência tranqüila e feliz. Ele espera ser eleito para tornar-se o presidente da "união nacional".
- Suei a camisa nesta briga de David contra Golias, fora do governo, sem a máquina do governo, enfrentando a máquina do governo. Fui muito bem recebido no Brasil todo. É o eleitor que vai decidir, não é a pesquisa - disse Alckmin.
Perguntado por jornalistas, ele voltou a afirmar que acredita em uma ligação entre o processo eleitoral e as ações da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), em São Paulo.
- Se você for verificar, na Colômbia, as Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia] nasceram na política e foram para o crime. Aqui o crime é que foi para a política.
O debate na TV Globo durou cerca de duas horas e foi dividido em quatro blocos. Nos três primeiros, eleitores indecisos de diversas regiões do país, convidados pela emissora e escolhidos pelo Ibope, fizeram perguntas aos candidatos. No último bloco, os candidatos fizeram perguntas entre si.