A distribuidora do polêmico filme de Mel Gibson, 'A Paixão de Cristo', no Brasil, começou sua estratégia de divulgação no último domingo. Em um dos intervalos do programa 'Fantástico' foi exibido um comercial de 30 segundos mostrando cenas do filme. No comercial, frases como 'o poder da fé', 'uma lição de amor' e um 'filme inesquecível'.
A polêmica em torno de 'A Paixão de Cristo' também já chegou ao país.
- A controvérsia ligada a este filme é deslocada - disse dom Odilo Pedro Scherer, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
- Mel Gibson traduziu para a realidade o que está nos evangelhos, sem dúvida no seu estilo artístico com imagens chocantes, com muito sangue - completou.
Por sua vez, o Rabino Henry Sobel foi bastante duro com a obra.
- Alguns amigos bispos falaram que repudiam a maneira como o assunto foi tratado, principalmente culpando os judeus (pela morte de Cristo). Não escutei da boca de nenhum bispo ou cardeal apreço pelo filme. A grande maioria ficou em silêncio, talvez por choque ou não - analisou o presidente do rabinato da Congregação Israelita Paulista.
O advogado paulista Jacob Pinheiro Goldberg entrou com um requerimento junto à Secretaria Especial de Direitos Humanos tentando impedir a exibição do filme no Brasil. O documento foi encaminhado diretamente ao ministro Nilmário Miranda.
- O filme é uma exploração miserável da vida de Jesus Cristo. Além de anti-semita, é anticristão - disse.
Ele também não poupou críticas ao diretor Mel Gibson.
- Podemos dizer que ele está vendendo Jesus por US$ 200 milhões - disse o advogado em entrevista ao Portal Terra.
A 'Paixão de Cristo' estréia dia 19 no Brasil, e tem censura 14 anos.
O polêmico filme 'A Paixão de Cristo' chega ao Brasil
Segunda, 15 de Março de 2004 às 00:10, por: CdB