A consciência de que a ação do homem gera impactos para o planeta é o primeiro passo para pensar em sustentabilidade. Pensar no que este indivíduo faz e como gasta o seu dinheiro pode ser a chave para iniciar o que se convencionou chamar de consumo consciente.
Um movimento típico do ser humano tem a força de se propagar e contagiar outras pessoas. Esse ciclo passa pelo poder de decisão, que quando exercido no ato da compra elege um caminho novo para a sua história. Todo cidadão tem direitos e deveres e a batalha pela vida na Terra depende da atitude de cada ser vivente. A reflexão sobre a compra ou não-compra está influenciando na postura do mercado que, por sua vez, é obrigado a se reinventar ou pelo menos olhar ao redor para conquistar esse consumidor diferente.
Adotar a moda da boa e velha sacola de feira reutilizável para ir ao mercado, separar o lixo reciclável ou usar papel reciclado são opções possíveis e ao alcance das mãos. Economizar energia elétrica e água também representa uma escolha individual. Hábitos simples que quando multiplicados formam uma corrente cuja energia motriz é a preservação da espécie humana. Há tempos o sussurro dos ecologistas alerta para os efeitos da ação do homem na natureza.
Para muitos, essas vozes soam como ameaça à existência de negócios ou como mais um discurso dos ditos “ecochathos”. O que mudou foi que o dialeto que eles falam passou a ser compreendido por mais e mais pessoas, que como formiguinhas se unem numa rede de ação social, silenciosa e poderosa. Poucas pessoas tiveram coragem de assumir que as previsões, quase proféticas, se concretizariam e que o vilão era o próprio ser dotado de inteligência e livre arbítrio para tomar decisões.
Felizmente o jogo se inverteu e todos assistem a uma mudança de paradigmas. Os empresários, os políticos e os cidadãos comuns despertaram para a sua parcela de responsabilidade de habitante deste planeta. O futuro que deseja para si e para os seus familiares depende das escolhas de consumo, do gerenciamento de resíduos, da reciclagem e de ações simples como desligar a luz ao sair de um ambiente.
É difícil prever os ganhos da ação individual, mas as conseqüências nefastas dos maus tratos sofridos pelo meio ambiente são aparentes. Os frutos plantados com o seu esforço agora, talvez só possam ser colhidos pelas próximas gerações. A opção de semear ou de esgotar os recursos naturais depende de suas ações hoje. Você tem a liberdade de escolher qual o seu papel no espetáculo da vida. De observador ou de protagonista da construção de um futuro melhor.
Aline Rodrigues
Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026
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