Muito bem vindas as manifestações de apoio à reforma política partidas do presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, senador José Sarney (PMDB-AP) e da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), após encontro com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Não é pouca coisa os dois presidentes de nossas Casas legislativas priorizando a discussão e a votação da reforma que será discutida e votada por elas.
São reforços à batalha pela reforma que eles sempre apoiaram, mas reafirmam agora de público, o que adquire extraordinária importância porque José Sarney e Marco Maia são representantes dos dois maiores partidos com assento no Congresso, o PMDB e o PT que, nessa condição, comandam o processo.
O senador Sarney reafirmou sua determinação de constituir comissão espcial no Senado para discutir a reforma política e o deputado Marco Maia anunciou que pretende fazer o mesmo na Câmara. Caminhamos, portanto. Para acelerar mais poderíamos começar pela intensificação das discussões sobre as eleições proporcionais (coligações).
Ainda sem maioria sobre eleição proporcional
Como já escrevemos, este é um ponto já aprovado no Senado, mas sobre o qual não há consenso e nem maioria para aprovar na reforma política geral.
Muitos outros pontos precisam ser discutidos porque o Senado aprovou uma reforma política parcial mas, nada com relação a ele mesmo - não aprovou sequer o fim dos suplentes de senador. E olha que começou uma nova legislatura no dia 1º pp. com quase 20% de seus integrantes que são suplentes - 13 dos 81 senadores empossados nesta legislatura são suplentes, não tiveram um único voto.
Mãos à obra, portanto, porque na reforma política o PT tem e terá grande responsabilidade como o maior partido da presidenta da República, da Câmara dos Deputados e o mais votado na terceira eleição consecutiva no país.
O papel do PT no comando da reforma política
Quarta, 09 de Fevereiro de 2011 às 08:41, por: CdB