Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2026

O papel da tecnologia para a concorrência internacional

Quinta, 04 de Agosto de 2011 às 06:43, por: CdB

"Um desafio colossal". É como define Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) o lema do Plano Brasil Maior, lançado esta semana pelo governo :"Inovar para competir, competir para crescer". Ele discorreu sobre o tema em um artigo publicado ontem, no jornal Valor Econômico. Recomendo a sua leitura. A íntegra poderá ser obtida pelos assinantes do jornal aqui.

O ministro define o Plano Brasil Maior, lançado pelo governo esta semana, como “uma resposta contemporânea de política de desenvolvimento produtivo”´. Em pauta está o grande desafio do salto de produtividade exigido no atual contexto econômico.

Ele não acredita na fantasia de “modelo de desenvolvimento" ideal a ser seguido, apesar do que receita o liberalismo. Para Pimentel, a arma principal do país contra o acirramento da competição e apreciação cambial de nossa moeda é explorar as forças conquistadas no período recente, a estabilidade e a retomada do investimento e do crescimento.

O ministro afirma que o Brasil conta com ativos “formidáveis” para fazer frente aos desafios no momento histórico. Entre eles, cita o mercado interno grande e em expansão, o poder de compras públicas, a extensa fronteira de recursos energéticos, a força de trabalho jovem e a capacidade empresarial constituem ativos institucionais, físicos e sociais formidáveis.  Mas se há uma arma a ser usada neste momento, para Pimentel, ela é a inovação. Define-a como "uma alavanca para colocar as forças internas em movimento na velocidade exigida'.

“Ao contrário do imaginário corrente, as trajetórias bem sucedidas de industrialização não foram o resultado natural do funcionamento da "mão invisível" (do mercado) e sim produto dos esforços dos povos na construção de modernos estados nacionais, com poder de comando sobre o território”, frisa o ministro.

O ministro coloca o conhecimento científico e tecnológico numa posição central na história contemporânea das nações. E lembra que, como já se deu em outras crises sistêmicas da economia monetária mundial, a "destruição criadora" revigora uns e aniquila outros. "Na última crise dessa natureza, a grande depressão de 1929, o Brasil saiu melhor do que entrou", ressaltou. "Agora", conclui o ministro, "o grande desafio do Brasil é o de se preparar para um novo salto da produtividade do trabalho via inovação tecnológica. É o que nos permitirá mudar a nossa posição competitiva num mundo em profunda transformação".

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