Por A.Barón 22/05/2011 às 21:13
Nada voltará a ser como antes na Espanha. Os povos do mundo inteiro têm seus olhos voltados para as ruas e praças espanholas, onde está se dando um combate decisivo.
Por uma dessas surpresas da história, o grande levante popular que hoje comove a Espanha, e que começa a repercutir no resto do mundo, explode, coincidentemente, no 140º aniversário da Comuna de Paris, uma jornada heróica na qual a demanda fundamental também era a democracia. Porém uma democracia concebida como governo do povo, pelo povo e para o povo e não como um regime a serviço dos capitalistas, e no qual a vontade e os interesses da maioria se encontram subordinados ao imperativo do lucro empresarial.
A Comuna não acreditava na institucionalidade burguesa, porque sabia que as leis eram destinadas a consolidar a riqueza e os privilégios das classes dominantes e manter o povo submetido. Por isso, exigia uma democracia direta e participativa.
Os jovens e os não tão jovens que ocupam as praças da Espanha, não são apolíticos e nem antipolíticos, como certos meios de desinformação querem fazer crer, mas gente profundamente politizada que quer uma verdadeira democracia e que, por isso mesmo, se rebela contra a ditadura da burguesia disfarçada de democracia.