Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

O mercado começa a ver queda da inflação

Terça, 17 de Maio de 2011 às 12:26, por: CdB

Pela segunda semana consecutiva o mercado prevê redução da inflação oficial deste ano. De acordo com o boletim Focus, divulgado pelo BC, o IPCA passou de 6,33% na semana passada para 6,31% nesta. Para 2012, este último boletim mantém a previsão da inflação em 4,20% e a de crescimento do PIB em 4%.

A estes dados somam-se a garantia dada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de empenho do governo em "manter a inflação dentro dos limites", e sua convicção de que em 2011 ela "ficará dentro da meta" (4,5%) - mais precisamente, dentro "do limite superior da meta (dois pontos a mais, portanto 6,5%), como tem estado nos últimos cinco anos".

Aliás, muito bem lembradas estas colocações do ministro Mantega, principalmente porque servem de antídoto contra os "profetas do caos", como o ex-presidente Lula chamou os que torcem por juros altos, crescimento baixo e veem inflação elevada e subindo sempre mais.

Os profetas do caos


Na análise do titular da Fazenda, a inflação vai desacelerar diante da queda nos preços das commodities e dos combustíveis - os maiores vilões inflacionários das últimas semanas. Ele lembrou que o surto inflacionário é mundial, causado principalmente pela alta nos preços das commodities.

O ministro ressaltou, porém,  que o Brasil é um dos "mais bem preparados para enfrentar essa situação", porque "produzimos petróleo e também somos um grande produtor de alimentos, o que nos traz vantagens quando sobem os preços dessas commodities".

Mantega ressaltou que em vários países a inflação foi maior do que no Brasil, citando os exemplos da China, Índia e Rússia e como causas a falta de oferta de produtos, os problemas climáticos, e a crise política no Oriente Médio e no Norte da África. Além da especulação financeira e da política de expansão monetária dos países desenvolvidos.

O fato, meus caros, é que a inflação é externa e os preços já caem. Aqui, no Brasil, era sazonal e de serviços. Temos, portanto, que aumentar a produção e vencer os gargalos de matérias primas, insumos e serviços. Como? Planejando e investindo...


Tags:
Edições digital e impressa