Rio de Janeiro, 07 de Novembro de 2026

O maior de todos os preconceitos

Por Sergio Couto - Por ter nascido e vivido, em grande parte de minha vida, em cidade operária, a minha querida São Gonçalo do Amarante , que faz limites com Niterói, jamais me ocorreu que um dia veria ganhar manchetes a discussão sobre questão racial (que inexiste) ou étnica, que desagrega os pensamentos em confronto. Não deveria ser assim. (Leia Mais)

Segunda, 10 de Março de 2008 às 11:25, por: CdB

"No Brasil, as coisas acontecem, mas depois, com um simples desmentido, deixaram de acontecer”(Sergio Porto, o Stanislaw Ponte Preta)

Por ter nascido e vivido, em grande parte de minha vida, em cidade operária, a minha querida São Gonçalo do Amarante , que faz limites com Niterói, jamais  me ocorreu que um dia veria   ganhar manchetes a discussão sobre  questão racial (que inexiste) ou étnica, que desagrega os pensamentos em confronto. Não deveria ser assim.

Preconceitos  contra negro, índio, cigano, árabes , judeus e quejandos, sempre me pareceram uma  enorme falácia, discussão oca para quem sempre foi orientado nos colégios da minha terra (e,certamente, nos demais) sobre a importância de amar o semelhante, verdadeiramente, de coração, fosse quem fosse.

Para quem jogava futebol, nos fins de semana, mesmo nos  clubes de primeira divisão nos bairros, que não tinha recursos, sequer para comprar duas mudas de uniforme, era comum a entrega  da camisa ensopada de suor ao substituído, pelo técnico, não importando a cor de sua pele.

 O que entrava  em campo, orgulhoso, ao ostentar  o pavilhão do clube,  esforçava-se em cumprir cabalmente a missão de vencer o “inimigo” de chuteiras.  Nem aí  para as emanações sudoríparas,  que se confundiam numa só, no amor devotado ao clube  pelo qual representava. Todos alinhados e  coligados na santa busca da vitória.

Tempos, hoje, diferentes, quando se criou até um Ministério, o de Igualdade Racial, que potencializa, aí sim,  uma forma de discriminação objetiva e odiosa, que convive com uma outra, a da reserva, nas faculdades, de cotas raciais, afastando o critério tradicional da disputa do merecimento ao consagrar manifesta desigualdade entre os candidatos.

Se há abusos ou perseguições, é preciso identificar o infrator, o da alma pequena, para receber a reprimenda legal, posto que a Lei Magna contempla  o princípio da igualdade entre as pessoas., nos seus direitos e obrigações.

Em verdade, existe um enorme preconceito contra todos que vivem nesse belo País. Os cidadãos, por assim dizer,apátridas, posto que desassistidos  e até mesmo  perseguidos pelo Estado, indiscriminadamente, se situam  na condição análoga a de escravo, sem exageros. Não têm direitos( assistência à saúde, segurança e à educação),  apenas obrigações.

 Servem, enquanto produzem, apenas   para pagar tributos extorsivos  ao senhor feudal, seu maior desafeto,  pantagruélico e voraz, que sabe, como poucos, azeitar o aparelho fiscal para usurpar o produto de  seu  suor, arrancando o couro da classe média, sem nada oferecer em troca  ao pobre e indefeso  contribuinte, alçado à  condição, portanto,  de cidadão inferior, sem sonhos ou utopias. Esse é o maior dos preconceitos!

 A situação é tão grave que não basta pagar.! É preciso guardar as guias de pagamento, para que o cidadão se acautele em não ter de pagar  novamente,o mesmo imposto ,porque a administração pública, em todos os níveis, é desorganizada e cruel, sem pudor. Se tiver que penhorar e leiloar imóvel do pretenso devedor, não hesita em fazê-lo!

Estarrecedor o que diz o insuspeito jurista SAULO RAMOS, ex-Consultor Geral da República, em sua festejada obra “Código da Vida”.p. 297.ed;Planeta, o que revela a face empedernida de nossos governantes:

 
“Durante a discussão dos Planos Cruzados, ouvi algo espantoso dos funcionários do Ministério da Fazenda, a turma da casa, que estava lá há séculos.Quando nós, os juristas, advertíamos que determinada medida era inconstitucional ou ilegal, eles respondiam com a demonstração de uma estatística fantástica:

- Contra atos da Fazenda Nacional, apenas ingressam em juízo cerca de 30% dos prejudicados. A maioria, portanto, não reclama. Pode haver alteraçã

Tags:
Edições digital e impressa