Com o título "A melhor reforma política", O Globo (espero que todo o sistema de comunicação Globo, TV inclusive, faça o mesmo) assume posição abertamente contra a instituição do distritão. "O modelo desidrata os partidos e concede todo o poder a puxadores de votos — entre eles, demagogos, populistas, “famosos”, etc. O resultado seria degradar ainda mais a representatividade política." (leiam a posição de outros jornais, todos contra, no post acima e no Destaque do dia).
"Todos os modelos eleitorais têm prós e contras. Não se justificam mudanças radicais. No caso brasileiro, o melhor é o mais simples: revogue-se, apenas, a possibilidade de coligações nos pleitos proporcionais", destaca o jornalão do Rio para completar com um ponto no qual discordamos: "Também não faz sentido instituir a votação em lista fechada, sistema que padece de um viés oposto ao do “distritão”: dá excessivo poder aos caciques partidários."
"Muitos veem as listas (fechadas de voto) como antessala do financiamento público de campanha; outro erro, execrado nas pesquisas de opinião pública. Com razão, porque a população percebe que pagará duas vezes: pelo financiamento público (via impostos) e por meio do indomável caixa dois, abastecido por quem vende bens e serviços ao governo de maneira superfaturada", acentua O Globo.
Para o jornal "a extinção do senador sem voto (dos suplentes), a instituição de uma cláusula de barreira efetiva — contra legendas nanicas de aluguel — e nenhum recuo no tratamento do conceito de fidelidade partidária completariam uma boa reforma. Não é necessária uma revolução."
O Globo entra no combate ao distritão
Quarta, 23 de Fevereiro de 2011 às 07:35, por: CdB