Paulistanos e moradores da Grande são Paulo voltaram a ter uma 6ª feira (ontem) caótica. Virou coisa rotineira. Os milhões de usuários dos trens do Metrô e do sistema de subúrbio da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) tiveram problemas nesta 6ª. Nem surpreende, está dentro daquela média de instituição pela administração tucana de problemas nos dois sistemas a cada dois dias.
Na CPTM, segundo a direção da companhia, houve uma falha no sistema de alimentação elétrica dos trens, provocando a interrupção do serviço em um trecho da linha 7-Rubi. O problema afetou o trecho entre as estações Perus e Pirituba,na Zona Oeste paulistana.
A SPTrans (empresa da Prefeitura que gerencia ônibus na Capital) precisou colocar 40 ônibus extras no sistema para atender o trecho das estações Perus, Vila Clarice, Jaraguá e Pirituba. A interrupção começou às 6:00 e a circulação só foi normalizada depois das 10 horas.
Problemas no metrô a cada dois dias - falta investimento
No metrô, os usuários tiveram problemas de atraso de trens nas Linhas Azul (1) e Vermelha (3). Na Vermelha um trem apresentou defeito na estação Artur Alvim, Zona Leste por volta de 5h30, no sistema de abertura de portas.
Houve acumulo de passageiros nas demais estações e o metrô reduziu o número de catracas para entrada dos passageiros. Usuários se queixaram de ter demorado mais de um hora e meia até a estação Barra Funda, trajeto que normalmente fazem em 40 minutos.
Além do problema na Zona Leste, na Sul, na estação Conceição, Linha Azul, houve falha no sistema de ar comprimido de um trem por volta das 9h, o que provocou falha nos freios e a composição foi recolhida. Houve superlotação em estações e até princípio de tumulto, com gritaria e empurra-empurra. As duas linhas do metrô normalizaram as operações por volta do meio dia.
Governo nem se manifesta mais, parece que problema nem é com ele
Aí, voltamos a outro ponto da rotina: o governo tucano do Estado, responsável pelos dois sistemas (metrô e CPTM), nem se manifestou. E os sindicatos de trabalhadores da categoria sempre repetem: os incidentes ocorrem por falta de manutenção adequada, de investimentos e, inclusive pela inexistência de planos de emergência para situações como essas.
Como vocês podem ver, o metrô e os trens da CPTM, constituem mais uma ostensiva e indiscutível frente na qual fracassa o tucanato, há 16 anos ininterruptos no governo do Estado. Nos últimos meses já ficou mais do que evidente, por qualquer parâmetro que se divulgue, ou se queira avaliar, que fracassaram, também, nas áreas da energia elétrica, educação,c ombate e prevenção as enchentes. Agora consolida-se o fracasso no metrô e nos trens de subúrbio.
Sabem por quê? Falta de investimentos e não previsão do aumento da demanda, evidente pelo crescimento econômico do país. E o paulistano ainda tem de conviver com a pirotecnia dos sucessivos e reiterados anúncios de investimentos em trens metropolitanos que o governador Geraldo Alckmin vem fazendo. Que dependem de empréstimos externos ou de recursos federais, mas que ele não se dá ao trabalho de detalhar.
O fracasso tucano no metrô e no sistema de trens de subúrbio
Sábado, 06 de Agosto de 2011 às 10:06, por: CdB