Primeiro é o catastrofismo de sempre do Fundo. Agora ele revisou para baixo a projeção de crescimento da economia brasileira para este 2011. A previsão do Fundo em abril era de 4,5% de crescimento do PIB e agora é de 4,1%. No ano passado, o PIB do Brasil cresceu 7,5%. Para o ano que vem, a projeção do Fundo para nós caiu também em meio ponto e fica em 3,6% de crescimento econômico.
Pelo relatório divulgado nesta 6ª feira, depois do Japão - em revés econômico neste 2011 em função do terromoto e tsunami de março - o Brasil foi o país que o FMI projetou maior redução de crescimento do PIB no mundo. Uma executiva do Fundo, Rupa Duttagupta, justifica que a previsão sobre o Brasil foi rebaixada por causa do aumento dos juros e outras políticas adotadas para conter a inflação.
Mas, o velho FMI vai mais longe. Ao mesmo tempo em que previu desaceleração da economia brasileira, alerta para sinais de superaquecimento econômico dos demais emergentes. Para o mundo desenvolvido a previsãodo FMI é de crescimento de 2,2% este ano e 2,6% no ano que vem. Para o emergente, sua expectativa é de 6,6% neste 2011 e 6,4% em 2012.
Fundo prevê - ou quer - desaceleração em todos os emergentes
Como vê sinais de superaquecimento de emergentes e alta da inflação, o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, pregou que eles usem todos os instrumentos disponíveis para evitar desequilíbrios. " devem usar as política fiscal, monetária e macroprudencial. Não é a hora de relaxar", afirmou Blanchard.
É uma piada essas recomendações do FMI aos emergentes. Enquanto seus executivos dão prudenciais conselhos aqui, os Estados Unidos praticam uma política ultra flexível e expansionista, desvalorizando o dólar com emissão trilionária de moeda. O mesmo ocorre na Grã-Bretanha, com uma inflação que é o dobro da meta, juros negativos e crescimento zero.
Na Europa como um todo - pátria em que estão sendo cumpridos os conselhos-planos do FMI - o que vemos é desemprego e caos social. Não sei que mundo é esse que o FMI estuda e que realidade é esta de que ele trata. Falar em déficit fiscal na América Latina quando na Europa e nos EUA o déficit, além de brutal é maquiado, é outra piada.
O FMI de novo com receitas para emergentes
Sábado, 18 de Junho de 2011 às 09:35, por: CdB