Roland Emmerich se tornou famoso no meio cinematográfico ao criar, em 1996, o sucesso Independence Day, e passou a ser referência em filme-catástrofe. O novo projeto do diretor chega às telas do mundo nessa sexta-feira, é O Dia Depois de Amanhã.
A cabeça de Emmerich para a feitura de filmes parece funcionar assim: primeiro ele se pergunta "em mais de 100 anos de cinema como as principais cidades americanas ainda não foram devastadas?", assim que encontra a resposta se joga ao trabalho de elaborar um roteiro com o minimo de coerência e começa a rodar o filme.
Nessa mais nova produção o tema é ecologico e politicamente correto. Os paises ricos são devastados por uma brusca mudança climática que ocorre por causa da poluição.
Londres, Tóquio e Moscou são recobertos por uma espessa capa de neve. Nova York é inundada e congelada. Toda a população do sul dos EUA migra para o México - e tudo isso em mais ou menos uma semana.
Que fique claro: O Dia Depois de Amanhã é pura fantasia hollywoodiana. Mesmo assim, antes mesmo de estrear, o filme já vem suscitando discussões sobre o que pode realmente acontecer, algum dia, se a humanidade não interromper o processo de aquecimento global.
Grupos ambientelistas não têm grandes queixas a fazer do filme, exceto para dizer que as mudanças dramáticas no clima levariam décadas para ocorrer e seriam regionais, não globais. Na verdade, as organizações estão contentes por Emmerich ter trazido o assunto à tona.
O diretor reconhece que seu filme contém exageros, mas diz que "se não os tivesse, não seria um filme de Hollywood". Ele diz que se preocupa com o meio ambiente, mas não se considera ambientalista.
Em O Dia Depois de Amanhã, Dennis Quaid é o meteorologista Jack Hall, que teoriza que o aquecimento do planeta vai provocar mudanças nas correntes oceânicas, fato já previsto pelos cientistas.
Isso poderá provocar o derretimento da calota de gelo polar, elevar o nível oceânico e empurrar massas de ar ártico para o sul. Hall acha que essa catástrofe pode ocorrer dentro de 100 ou 1.000 anos, mas, na realidade, ela já está acontecendo.
Dias depois de ele publicar sua teoria, o clima da Terra muda. Tornados destruem Los Angeles. Tóquio sofre uma chuva de granizo com pedras do tamanho de melões, e as ilhas britânicas são recobertas de gelo.
Emmerich disse que a chave para fazer filmes-catástrofe funcionar para o público é justamente lhes infundir uma dimensão pessoal.