Rio de Janeiro, 23 de Outubro de 2026

O desastre chamado Líbia

Domingo, 28 de Agosto de 2011 às 12:40, por: CdB

29.08.2011 

por Pepe Escobar *

Pense da nova Líbia como o capítulo mais recente da série "Capitalismo do desastre". Ao invés de armas de destruição em massa, temos a R2P ("responsibility to protect"). Ao invés de neoconservadores, temos imperialistas humanitários. Mas o objetivo é o mesmo: mudança de regime. E o projeto é o mesmo: desmantelar e privatizar completamente uma nação que não estava integrada no turbo-capitalismo; abrir uma outra (lucrativa) terra de oportunidade para o neoliberalismo com turbo-propulsor. A coisa toda é especialmente conveniente porque é um empurrão em meio a uma recessão quase global.

Levará algum tempo; o petróleo líbio não retornará totalmente ao mercado nos próximos 18 meses. Mas há a reconstrução de tudo o que a OTAN bombardeou (bem, não muito do que o Pentágono bombardeou em 2003 foi reconstruído no Iraque...)

Seja como for - desde o petróleo à reconstrução - em tese assomam oportunidades de negócio sumarentas. O neo-napoleonico Nicolas Sarkozy, da França, e o britânico David da Arábia Cameron acreditam que estarão especialmente bem posicionados para lucrar com a vitória da OTAN. Mas não há garantia que a nova fonte de riqueza líbia seja suficiente para erguer as duas antigas potências coloniais (neo-coloniais?) acima da recessão.

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