Por Mauro de Albuquerque Madeira 11/07/2011 às 13:16
O polo norte vai degelando por efeito do aquecimento global. E os trópicos sofrerão mais.
O degelo do Polo Norte e nós
O gelo vai derretendo, e a cobiça dos países do Oceano Ártico vai aumentando. A Rússia já anunciou a criação de duas brigadas militares para proteger seus interesses no Polo Norte.
E a Dinamarca, Suécia, Finlândia, Noruega, Islândia, Canadá e Estados Unidos já anunciam suas reivindicações de territórios e riquezas naquela região, que detém cerca de 25% de gás natural do mundo, além de petróleo e outros minerais.
Ou seja, o aquecimento global do planeta vai criando problemas ambientais de toda ordem, principalmente para nós dos Trópicos, e vai enriquecer mais ainda os países ricos do extremo Norte, inclusive com a pesca e transporte marítimo em regiões até agora inacessíveis, pela camada de gelo que sempre cobriu a região.
Isso significa que os países das regiões tropicais e semitropicais, a América Latina, a África, grande parte da Ásia, é que sofrerão mais com as mudanças climáticas.
E o degelo do extremo Norte e também do extremo Sul trará elevação do nível dos mares, outro fator de desastres ecológicos e devastações nas cidades litorâneas.
A redução das superfícies brancas de gelo, substituídas pelas de águas dos oceanos, traz aquecimento adicional do clima, porque diminui a devolução de calor solar para o espaço.
Enquanto isso, as empresas dos países do extremo Norte aumentarão seus lucros e festejarão seu crescimento econômico, e o equilíbrio ambiental do Planeta que se resolva lá pelas latitudes mais baixas dos trópicos e adjacências.
A espécie humana vai devastando o seu lar, o planeta Terra, mas esse é um problema macro, pouco visível para olhos presos à microeconomia do lucro, do consumo predatório, do egoísmo míope dos mais ricos.
Se Bangladesh, India, África, América do Sul sofrerem mais, não é problema dos prósperos nórdicos, que explorarão com mais avidez os seus mares descongelados.
E nós aqui, se depender apenas de Aldo Rebelo e seus ruralistas, vamos contribuir para a devastação, com um novo código florestal que reduza as áreas de proteção permanente (APP) nas beiras dos rios e nas encostas dos morros, e anistie os queimadores de florestas e cerrados.