Bem quando você estava achando que já podia assistir a um vídeo em segurança outra vez chega o terror O Chamado 2, estréia da sexta-feira.
Esta sequência do altamente bem sucedido O Chamado (2002), da DreamWorks, traz de volta a atriz Naomi Watts e o ator David Dorfman, mas seus criadores se mostram determinados a ingressar num terreno diferente daquele dos filmes anteriores da série.
A franquia, por sinal, inclui três filmes japoneses de grande sucesso comercial e, agora, o segundo Chamado norte-americano. Para isso, eles inventaram uma nova história de pano de fundo, criaram novas regras sobrenaturais básicas e investiram pesado em efeitos visuais.
Com isso, o elemento que tornava tão fortemente assustador os filmes anteriores da série desaparece num bacanal de efeitos especiais compostos por veados agressivos, telhados inundados, paredes que racham e visões horripilantes.
Em outras palavras, a série já foi totalmente americanizada, apesar de ainda estar sendo dirigida pelo japonês Hideo Nakata. Mas, como apenas os puristas fãs do terror japonês vão se importar com isso, as perspectivas do filme, em termos de bilheteria, parecem ser muito boas.
Tanto o original Ringu, de 1998, quanto a cópia carbono criada pela DreamWork se baseavam no argumento de uma fita de vídeo amaldiçoada.
Depois que as pessoas assistem à fita, um telefone toca, e então o espectador tem apenas uma semana de vida pela frente. No decorrer dos dois filmes, uma jornalista se dá conta de que, se fizer uma cópia da fita e deixar que outra pessoa a assista, a maldição será retirada dela - mas recairá sobre a próxima pessoa a assistir à fita. E isso, é claro, vai perpetuando o círculo malévolo.
Seis meses após os acontecimentos trágicos do primeiro filme, a jornalista Rachel Keller (Watts) e seu filho Aidan (Dorfman) deixam Seattle para viver numa cidadezinha litorânea no Oregon.
Logo depois Rachel se vê na cena de um crime que parece estranhamente familiar: um adolescente morto com o rosto congelado numa expressão de pavor, uma fita de vídeo sem título e, num elemento novo, uma casa inundada.
Percebendo o que está acontecendo, ela invade a casa, rouba a fita e a destrói numa fogueira. Mas isso apenas irrita a fantasma malévola Samara (Kelly Stables), responsável pela fita. Samara, como já sabemos do primeiro filme, está semeando o terror no mundo a título de vingança por ter sido assassinada por sua própria mãe num poço.
Depois dos momentos iniciais, o roteirista Ehren Kruger (que também assinou o primeiro Chamado) começa a afastar o segundo filme do mundo dos televisores e dos telefones, reformulando as regras que regem Samara, de modo que ela possa mais ou menos materializar-se conforme quer.
O filme toma emprestados elementos de A Profecia e O Exorcista, fazendo com que o principal objetivo de Samara torne-se conviver com Aidan no corpo do rapaz.
Com isso, Rachel se vê diante de um dilema: Aidan agora é ao mesmo tempo seu filho amado e uma fantasma maligna. O que ela pode fazer?
Em mais uma regra introduzida sem lógica aparente, Samara consegue ouvir todas as conversas entre Rachel e seu filho, exceto quando eles dormem. Assim, Aidan passa a Rachel pistas diversas nos sonhos de ambos.
O Chamado 2 é um filme malfeito, na medida em que seu final deixa pontas da trama sem resolver, e que seus personagens secundários não convencem em nada.
Simon Baker, no papel do colega de Rachel no jornal da cidade, faz pouco além de funcionar como babá. Sissy Spacek aparece em uma cena chave usando maquiagem branca espectral e longos cabelos pretos desgrenhados que a fazem parecer que se fantasiou de Michael Jackson vestido para o Halloween.
Hideo Nakata conserva os interiores e exteriores escuros mesmo durante o dia, e há imagens de água por toda parte. Apesar de quase todos os s
<i>O Chamado 2</i> abusa dos efeitos e cria novas "regras"
Quinta, 24 de Março de 2005 às 08:27, por: CdB