Rio de Janeiro, 27 de Outubro de 2026

O catastrofismo de Schwartsman não comove

Segunda, 05 de Setembro de 2011 às 06:38, por: CdB

Ninguém se surpreendeu com a entrevista dada pelo o ex-diretor do Banco Central, Alexandre Schwartsman – e ex-economista-chefe do banco Santander – ao Estadão neste domingo. Conhecido por suas ferrenhas posições contrárias à política econômica liderada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ele criticou a "inesperada" decisão do Conselho de Política Monetária (COPOM) do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros (Selic) de 12,50% para 12% ao ano.

Para Schwartsman, o “único” cenário que lhe parece consistente com a decisão do COPOM seria o de um “colapso” da economia global, o qual chegaria logo mais, nos “próximos meses”. Seu catastrofismo traz outras previsões pessimistas: o risco da volta da inflação e o da perda da credibilidade do Banco Central.  E conclui: "O fato é que o Banco Central colocou em risco sua credibilidade e a manutenção do sistema de metas. A meta foi para as calendas gregas".

Mas suas lágrimas de crocodilo não comovem ninguém. A crise internacional não apenas se agrava, como não parece ter solução a curto prazo. O problema é tão sério que já que se transformou em uma questão política na Europa e nos Estados Unidos. Ou o Brasil se defende, ou será arrastado pela imprevisibilidade da crise e seu caráter político.

Queda da arrecadação, do emprego e da renda

Sejamos claros. Não reduzir a taxa Selic é suicídio. Pior ainda: é jogar o país na recessão e na queda da arrecadação, do emprego e da renda. Uma recessão agora teria, como primeira conseqüência, o aumento do risco país. Aí, de nada valerá ter uma inflação de 4,5%, sem crescimento e sem aumento dos investimentos e da renda - um cenário que assistimos hoje na Europa.

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